ranking de novembro, 2014


Ame ou deixe, o filme mais popular de Novembro, segundo a Liga, é INTERESTELAR. E é também o pior do Diretor já avaliado no grupo, atrás dA ORIGEM (6,90), de BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS (6,83), de BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE (6,35) e dO GRANDE TRUQUE (6,23), aliás é também o mais odiado, o mais polêmico, tudo menos o filme do mês… Posição que cabe surpreendentemente à Lukas Moodysson e seu NÓS SOMOS AS MELHORES. Eis o Ranking de Novembro:



1 NÓS SOMOS AS MELHORES | Lukas Moodysson – 7,54




2 DE VOLTA AO JOGO | Chad Stahelski – 7,19



3 O CIÚME | Philippe Garrel – 7,04


4 CASTANHA | Davi Pretto – 7,00


5 VENTOS DE AGOSTO | Gabriel Mascaro – 6,80

6 JOGOS VORAZES: A ESPERANÇA – PARTE 1 | Francis Lawrence – 6,54

7 TRINTA | Paulo Machline – 6,43

8 SAINT LAURENT | Bertrand Bonello – 6,32

9 UMA VIAGEM EXTRAORDINÁRIA | Jean-Pierre Jeunet – 6,20

10 DEBI E LÓIDE 2 | Bobby & Peter Farrelly – 5,91


generico INTERESTELAR | Christopher Nolan – 5,85

generico BOA SORTE | Carolina Jabor – 5,63

generico OS AMIGOS | Lina Chamie – 5,22

generico SÉTIMO | Patxi Amezcua – 4,54

generico2 IRMÃ DULCE | Vicente Amorim – 5,00

generico2 MIL VEZES BOA NOITE | Erik Poppe – 5,00

generico2 KAREN CHORA NO ÔNIBUS | Gabriel Rojas Vera – 6,00

generico2 NOVEMBER MAN – UM ESPIÃO NUNCA MORRE | R.Donaldson – 4,80

generico2 UMA PASSAGEM PARA MÁRIO | Eric Laurence – 7,00

generico2 MADE IN CHINA | Estevão Ciavatta – 3,00

generico2 UMA PROMESSA | Patrice Leconte – 3,67

generico2 MÃO NA LUVA | José Joffily & Roberto Bomtempo – 5,25

generico2 O CASAMENTO DE GORETE | Paulo Vespúcio – 3,75

generico2 O VENTO LÁ FORA | Marcio Debellian – 6,50

generico2 A MANSÃO MÁGICA | Jeremy Degruson & Ben Stassen – 6,00

MAIS POPULAR 2013triangulo

INTERESTELAR
Christopher Nolan – 39 %

MAIS POLEMICO 2013triangulo

INTERESTELAR
Christopher Nolan – +/- 1,8

MAIS AMADO 2013triangulo

VENTOS DE AGOSTO
Gabriel Mascaro – 1 x

MAIS ODIADO 2013triangulo

INTERESTELAR
Christopher Nolan – 1 x

AME OU DEIXE 2013triangulo

INTERESTELAR
Christopher Nolan – 9 pts

PIOR FILME 2013triangulo

SÉTIMO
Patxi Amezcua – 4,54

1 ERA UMA VEZ EM NOVA YORK | James Gray – 8,71




2 BOYHOOD | Richard Linklater – 8,66



3 O LOBO ATRÁS DA PORTA | Fernando Coimbra – 8,53


4 O LOBO DE WALL STREET | Martin Scorsese – 8,49


5 MAIS UM ANO | Mike Leigh – 8,45

6 CÃES ERRANTES | Tsai Ming-Liang – 8,36

7 CORTINAS FECHADAS | Jafar Panahi e Kambuzia Partovi – 8,35

8 INSIDE LLEWIN DAVIS | Joel & Ethan Coen – 8,23

9 SOB A PELE | Jonathan Glazer – 8,19

10 O MENINO E O MUNDO | Alê Abreu – 8,12


generico O GRANDE HOTEL BUDAPESTE | Wes Anderson – 8,05

generico VIDAS AO VENTO | Hayao Miyazaki – 8,02

generico GAROTA EXEMPLAR | David Fincher – 8,00

generico OS DIAS COM ELE | Maria Clara Escobar – 8,00

generico ELA | Spike Jonze – 7,98

generico COMO TREINAR SEU DRAGÃO 2 | Dean DeBlois – 7,97

generico UMA FAMÍLIA EM TÓQUIO | Yôji Yamada – 7,96

generico RELATOS SELVAGENS | Damian Szifrón – 7,94

generico NEBRASKA | Alexander Payne – 7,93

generico OSLO, 31 DE AGOSTO | Joachim Trier – 7,92

generico O GEBO E A SOMBRA | Manoel de Oliveira – 7,89

generico O PASSADO | Asghar Farhadi – 7,86

generico O CONGRESSO FUTURISTA | Ari Folman – 7,82

generico INSTINTO MATERNO | Calin Peter Netzer – 7,81

generico AMAR, BEBER E CANTAR | Alain Resnais – 7,79

Mondo Resnais

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Curadoria de Mauricio Ribeiro & André Setaro (In Memorian)
Artes de Rafael Canoba, Organização de Mauricio Ribeiro

Se Resnais carregou o cinema a uma nova consciência, Setaro carregou o cinema aos bares de Salvador. O francês na descoberta de Emmanuelle Riva e a Nouvelle Vague, o brasileiro no aprendizado de Jeniffer Jones e cerveja, de Sabine Azéma e cigarro, e ambos nos “recuerdos” precedidos da mesma sentença: “Concordo com Buñuel: O homem é a sua memória”. Então, nesse mondo, nesse mundo, só resta à liga recordar e dizer: Adeus mestre. Adeus, caro amigo.

Entre os grandes autores de cinema de todos os tempos (Chaplin, Welles, Fellini, Dreyer, Bergman, tantos!), um dos meus preferidos é Alain Resnais, inventor de fórmulas, realizador do específico cinematográfico, e não poderia, deixar de enfatizar tal cineasta “divisor-de-águas”, que traumatizou toda uma linguagem cinematográfica até então estabelecida. Lembro-me de HIROSHIMA, MON AMOUR, das imagens, das cinzas, noite e luz. Lembro-me ainda adolescente, o quão esse filme me fascinou e se constituiu num filme “propulsor” para o meu entendimento do cinema como um veículo de expressão artística. Não o vi, porém, em seu lançamento, mas quatro anos depois numa sessão matinal no cine Guarany, de Salvador, quando, aos sábados, acontecia as projeções do Clube de Cinema da Bahia patrocinadas por Walter da Silveira.

Nestas sessões, que eram bem frequentadas (a sala ficava cheia) por intelectuais, universitários, amantes do cinema em geral, havia também a presença de muitos alunos do Colégio Estadual da Bahia, centro de educação emblemático da Soterópolis. Lembro-me que, quando da exibição de HIROSHIMA, MON AMOUR, uma turma deste estabelecimento, pela estranheza da composição estética do filme, começou a fazer algazarra. Walter da Silveira mandou interromper a projeção e fez um discurso para uma platéia estupefata. E deu continuidade a exibição. O público restou em profundo silêncio.

E como não? A sua obra apoia-se no tempo, na memória, na criação, na vida diária, no humor inglês, na inovação artística e em dez outros valores, cinquenta achados técnicos, cem descobertas de atores e narrativas, e iniciou-se na tomada de consciência política junto do amigo Chris Marker por altura da guerra, de Hiroshima, dos campos de concentração, do colonialismo… E como não tomar partido, como não se emocionar? Os anos passam, as décadas, os filmes, os amores, os trabalhos e os dias, a vida. Pouco a pouco, Alain se interessa cada vez mais por esta pequena humanidade da vida diária que toma, com o seu toque, um charme inaudito: Os pequenos aborrecimentos de todos os dias, o casal, o jogo, o teatro, a procura de um apartamento, a canção. Ah! Aquela canção que todos cantarolamos… E o teatro, é claro, que não é mais do que se tornar outrem, portanto os imprevistos. Em direção à ligeireza, à graça, estamos de passagem, que importância tem isso? Tendo, assim, coberto todo o campo das possibilidades, Resnais dedicou-se cada vez mais ao prazer de filmar, de encontrar equivalências fílmicas de modo a surpreender-se a si mesmo e a surpreender o seu grupo de atores, que o adoravam, que o veneravam, como a mulher Sabine Azéma, ou os fiéis Pierre Arditi, André Dussollier e muitos outros. Resnais é alguém que eu admirava, que adorava pela escuta e a simplicidade e que teve uma vida belíssima: A que desejamos ter.

Mauricio Ribeiro, André Setaro & Gilles Jacob


MURIEL nos provoca imediatamente por sua estranheza formal: cortes bruscos, atenção aos detalhes e aos objetos, movimentação precisa dos atores, enquadramentos pictóricos. O estranho também reside nas relações entre as personagens e nos espaços que habitam. Ainda é possível o amor após a guerra? Com MURIEL, Resnais constrói o presente como uma complexa coexistência de camadas do passado. O desencontro é casa vazia.
Camila Vieira



Apesar do pessimismo político, A GUERRA ACABOU não é um filme de tese, mas uma grande história romântica realizada pela narrativa formal e ousadia de Alain Resnais… Grande cineasta da modernidade, Resnais explode o tempo da realidade, da imaginação, da ação e do pensamento – como também fragmenta o corpo de Geneviève Bujold nas cenas de amor. E é a política que nos dá vertigem…
Samuel Douhaire, Telérama



A partir dos delírios noturnos de um talentoso, mas áspero escritor, moribundo em sua cama, sozinho, enfermo de dores angustiantes e para as quais o coquetel de analgésicos, álcool e confabulação mental desponta como esteio para a longuíssima noite, Alain Resnais entremeia o ser e pensar ser, a realidade e a ficção, a literatura e seus personagens em um filme instigante.
Marcio Sallem



No ano passado (mas não em Marienbad), quando já se não poderia mais esperar uma obra de invenção, sensibilidade e poesia, eis que Resnais, já aos 80 anos, aparece com este filme, que permaneceu por mais de um ano em exibição ininterrupta numa sala da capital paulista. E foi considerado, por muitos colunistas de cinema, o melhor de 2007 (inclusive por mim, que o considero uma obra incomparável, algo ‘hors-concours’, uma explosão de criatividade e cometimento de um mestre
André Setaro

MEDOS PRIVADOS EM LUGARES PÚBLICOS tem uma celebridade anedótica entre os cinéfilos paulistas por ter ficado mais de três anos em cartaz no Cine Belas Artes; no resto do mundo, é mais conhecido pela excelência na exploração sutil das entranhas de seis pessoas ordinárias. O kitsch espalhafatoso da direção de arte serve para ressaltar o interior dos personagens, e ajuda a revelar as camadas escondidas sob sua pele: eles se multiplicam, se desnudam, e Resnais, mesmo após 50 anos, nos deslumbra.
Walter Porto



Além da memória como questão: a “botânica da morte” (a cultura) que o filme vai rastrear é a detonação de uma epistemologia das artes africanas, a partir, é claro, da visão do branco europeu. Uma visão crítica ao próprio processo que culmina no olhar e no culto por este engendrado, incluindo a crítica ao “fator comercial”, ao ritmo das fábricas (“Ford na casa de Tarzan”) quando esta arte se torna artesanato exótico.
Pedro Henrique Gomes



um filme-ensaio e, neste particular, uma invenção resnaisiana, ainda que Jean-Luc Godard tenha, nos anos 60, realizado obras que podem ser consideradas, também, como ensaios fílmicos, a exemplo de DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA. Mas o que se poderia conceituar como ‘filme-ensaio’ alcança, aqui, em MEU TIO DA AMÉRICA, uma perfeição que se poderia dizer ter sido inventada pelo autor de Marienbad.
André Setaro

O homem é produto do meio? No que nos aproximamos e nos afastamos dos demais animais? Teorizando sobre a psicologia evolucionista, Alain Renais constrói uma espécie de mockumentary instigante que mescla fotografias, encenações e entrevistas levando-nos, através dos estudos do dr. Henri Laborit e suas cobaias René, Janine, Jean, a investigar a mente humana e suas reações diante de adversidades.
Amanda Aouad



A Biblioteca Nacional da França vista por Alain Resnais, o cineasta da memória por excelência. O diretor perscruta inúmeras salas, corredores, depósitos e seções para criar um verdadeiro tratado sobre os vestígios de vida e arte que o homem deixou marcado em superfície frágil, papéis que contam a História da Humanidade. Resnais filma esse espaço como se estivesse diante de um templo. A memória é seu Deus.
Rafael Carvalho



Os travellings se sucedem na mansão, a câmara passeia pelos seus longos e intermináveis corredores, à procura de um cinema que se faz como um processo de investigação do universo mental. Delphine Seyrig salta na cama imensa, como se fosse um pássaro numa gaiola dourada.
André Setaro

É desnecessário tentar decifrar o significado do que é mostrado em O ANO PASSADO EM MARIENBAD. O encontro de duas pessoas que tentam convencer uma à outra de suas certezas é a evidência necessária para entender um dos temas mais recorrentes na arte de Resnais – nossas memórias. Não é sobre o que significam, ou se são reais, mas sim sobre a a enganação, confusão e a culpa que elas nos trazem.
Daniel Pilon



Eiji Okada e Emmanuelle Riva. Alain Resnais e Marguerite Duras. Nevers e Hiroshima. Dualidades que exalam trauma, amor, dor, culpa, vergonha e memória, no meio dos escombros de uma cidade, de um país e de um mundo que não sabe ainda trabalhar com o pranto de uma guerra mundial tão sofrida. Resnais capta o fim de uma era e o começo de outra, e também dois perdidos, dentre tantos, no esforço de esquecer e recomeçar.
Marcelo Rennó



Alan Resnais não se achava capaz de falar sobre segunda guerra, haja vista que não esteve presente no conflito. Entretanto, existem situações como as guerras que elas não precisam ser vividas para serem de fato sentidas. Jean Cayrol, escritor e prisioneiro de guerra, em seu texto, trouxe a segurança que Resnais precisava para conseguir abordar o tema. Essa mescla é fundamental para o sucesso da produção, uma vez que as imagens pesadas e secas de Resnais vão sendo contempladas pela poética de Cayrol. E a sensação que temos é de não só do contraste e ironia que o texto aliado as imagens vão nos trazendo, mas também a forma “natural” como o Terceiro Reich vai surgindo.
Eduardo Gomes


1 . NOITE E NEBLINA © | Alain Resnais – 9,26
2 . HIROSHIMA, MEU AMOR | Alain Resnais – 9,24
3 . O ANO PASSADO EM MARIENBAD | Alain Resnais – 9,03
4 . TODA A MEMÓRIA DO MUNDO © | Alain Resnais – 8,50
5 . MEU TIO DA AMÉRICA | Alain Resnais – 8,33
6 . AS ESTATUAS TAMBÉM MORREM © | Alain Resnais – 8,31
7 . MEDOS PRIVADOS EM LUGARES PÚBLICOS | Alain Resnais – 8,29
8 . PROVIDENCE | Alain Resnais – 8,28
9 . A GUERRA ACABOU | Alain Resnais – 8,25
10 . MURIEL | Alain Resnais – 8,23
11 . AMORES PARISIENSES | Alain Resnais – 8,18
12 . SMOKING / NO SMOKING | Alain Resnais – 8,04
13 . GUERNICA © | Alain Resnais – 8,00
14 . STAVISKY | Alain Resnais – 8,00
15 . ERVAS DANINHAS | Alain Resnais – 7,93
16 . BEIJO NA BOCA, NÃO! | Alain Resnais – 7,86
17 . AMAR, BEBER E CANTAR | Alain Resnais – 7,79
18 . EU TE AMO, EU TE AMO | Alain Resnais – 7,69
19 . VOCÊS AINDA NÃO VIRAM NADA! | Alain Resnais – 7,68
20 . VAN GOGH © | Alain Resnais – 7,45
21 . GAUGUIN © | Alain Resnais – 6,71
*** . MELÔ – MELODIA INFIEL | Alain Resnais – 8,50
*** . A VIDA É UM ROMANCE | Alain Resnais – 8,50
*** . LONGE DO VIETNÃ | Alain Resnais & Cia – 7,70
*** . QUERO IR PARA CASA | Alain Resnais – 7,63
*** . GOYA © | Alain Resnais – 7,50
*** . MORRER DE AMOR | Alain Resnais – 6,70

Nouvelle vague: Em francês, “nova onda”. Um termo que Françoise Giroud criou para a revista L´Express sobre a juventude do pós-guerra. Em linhas gerais, o cinema em sua maior renovação da história. Quase 170 diretores beneficiados por fatores diversos, inclusive o desgaste de uma geração. Um movimento sem manifesto formal, praticamente um modismo, que começou a ser esboçado pouco depois de um artigo-bomba de Truffaut. Diferente de tudo que se fazia na França, a despeito de filmar o que os figurões não filmavam, criou-se uma atitude de vanguarda que virou receita de sucesso.

Sim, e sE DEUS CRIOU A MULHER, foram os franceses que revelaram Brigitte Bardot… E com toda essa sensualidade pulsante, um mito e um plano de sua imagem nua, secando ao sol, causando escândalo e proibições. Foi Alain Resnais, Georges Franju, entre outros, que experimentam essas novas sensações de produção, usando a bitola de 16mm. E, finalmente, o grupo da revista Cahiers du Cinema, os, por assim dizer, detonadores da Nouvelle Vague: François Truffaut, Jean-Luc Godard, Eric Rohmer, Claude Chabrol, Jacques Rivette, Doniol-Valcroze, Pierre Kast. O crítico André Bazin, fundador da revista, é considerado o pai espiritual desse grupo. Senão, OS IMCOMPREENDIDOS diante da efervescência, a ruptura violenta. O choque. Esse é o espirito. A ideia.

Mauricio Ribeiro & André Setaro



Obra única sobre a solidão, PICKPOCKET opera como um estudo de personagem puramente visual, em que a dramaticidade concentra-se mais na força das imagens do que em questões morais. Nesta fábula dostoievskiana, o homem em busca de redenção mal tem passado, amigos ou mesmo uma fechadura para trancar o lugar que chama de casa. É a vida em seu estado bruto, vista por um olhar capaz de registrá-la com o mínimo de alarde.
Felipe Moraes



Um hino à fé no homem, pelo homem, preto no branco. Um cinema que, aqui, e diante de tantas crenças, nos ensina a viver com estas contradições inerentes a todo ser humano. E dessa dialética, nada mais que um filme, a beleza do ser humano, sua capacidade de se comunicar, tão fora de si, e também a fonte de seus problemas. Sim, um belo conto moral de Rohmer.
Mauricio Ribeiro



A perda da inocência é atemporal, tal qual a estreia de Truffaut. Autor, personagem e ator se confundem em autobiografias convergentes, nesse jovem de acessos rebeldes e um lar desequilibrado, num mundo de descobertas e punições. De pequenos delitos ao reformatório, Doinel é a figura da força da libertação pelo próprio espírito libertário. De crítico de cinema a novo expoente da revolução de frescor da Nouvelle Vague.
Michel Simões



Um homem fala sem parar enquanto persegue as mulheres da sua vida. O cenário é a Paris do pós Maio de 1968 e o homem é Jean-Pierre Leaud levando consigo toda a ressaca do período. Das expectativas carregadas pela Nouvelle Vague sobram o hedonismo e a obsessão com a qual Jean Eustache transfere para tela um drama de visível fundo autobiográfico. Poucos filmes podem dizer traduzir um momento como A MÃE E A PUTA
Filipe Furtado



Enquanto o cinema se apoia na ilusão do movimento, a fotografia quer eternizar instantes. LA JETÉE retrabalha tais premissas no conteúdo e na forma. Mesmo tendo apenas imagens estáticas, a obra é muito cinematográfica, aproveitando-se dos trabalhos de som e montagem. Por outro lado, se a memória – e seus frames – é fruto do fluxo temporal, o filme questiona como seria possível pôr em xeque a submissão ao tempo.
Adriano Garret



1 . LA JETÉE | Chris Marker – 9,48
2 . A MÃE E A PUTA | Jean Eustache – 9,23
3 . OS INCOMPREENDIDOS | François Truffaut – 9,17
4 . MINHA NOITE COM ELA | Eric Rohmer – 9,08
5 . PICKPOCKET | Robert Bresson – 9,02
6 . OS GUARDA-CHUVAS DO AMOR | Jacques Demy – 9,01
7 . MEU TIO | Jacques Tati – 8,90
8 . CÉLINE E JULIE VÃO DE BARCO | Jacques Rivette – 8,88
9 . OS OLHOS SEM ROSTO | Georges Franju – 8,83
10 . ACOSSADO | Jean-Luc Godard – 8,79
11 . JULES E JIM – UMA MULHER PARA DOIS | François Truffaut – 8,65
12 . TRINTA ANOS ESTA NOITE | Louis Malle – 8,64
13 . LOLA, A FLOR PROIBIDA | Jacques Demy – 8,63
14 . CLÉO DAS 5 ÀS 7 | Agnès Varda – 8,58
15 . VIVER A VIDA | Jean-Luc Godard – 8,57
16 . ASCENSOR PARA O CADAFALSO | Louis Malle – 8,53
17 . O SAMURAI | Jean-Pierre Melville – 8,50
18 . UM HOMEM, UMA MULHER | Claude Lelouch – 8,39
19 . ENTRE AMIGAS | Claude Chabrol – 7,83
20 . BOB, O JOGADOR | Jean-Pierre Melville – 7,75
21 . E DEUS CRIOU A MULHER | Roger Vadim – 7,03
*** . HOTEL DAS AMÉRICAS | André Téchiné – 9,00


1 . UM CORPO QUE CAI | Alfred Hitchcock – 9,77
2 . A PALAVRA | Carl Theodor Dreyer – 9,72
3 . LUZES DA CIDADE | Charles Chaplin – 9,71
4 . JANELA INDISCRETA | Alfred Hitchcock – 9,66
5 . ERA UMA VEZ EM TÓQUIO | Yasujiro Ozu – 9,63
6 . A TURBA | King Vidor – 9,58
7 . PSICOSE | Alfred Hitchcock – 9,56
8 . CREPÚSCULO DOS DEUSES | Billy Wilder – 9,55
9 . ONDE COMEÇA O INFERNO | Howard Hawks – 9,54
10 . TRÊS HOMENS EM CONFLITO | Sergio Leone – 9,52
11 . O PODEROSO CHEFÃO | Francis Ford Coppola – 9,50
12 . 2001 – UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO | Stanley Kubrick – 9,50
13 . LA JETÉE | Chris Marker – 9,48
14 . CIDADÃO KANE | Orson Welles – 9,43
15 . O PODEROSO CHEFÃO II | Francis Ford Coppola – 9,43
16 . TAXI DRIVER | Martin Scorsese – 9,40
17 . JOGO DE CENA | Eduardo Coutinho – 9,38
18 . CABRA MARCADO PARA MORRER | Eduardo Coutinho – 9,37
19 . O ESPÍRITO DA COLMÉIA | Víctor Erice – 9,36
20 . O HOMEM DA CÂMERA | Dziga Vertov – 9,31
21 . OURO E MALDIÇÃO | Erich von Stroheim – 9,29
22 . IMPÉRIO DO CRIME | Joseph H. Lewis – 9,29
23 . NOITE E NEBLINA © | Alain Resnais – 9,26
24 . PERSONA | Ingmar Bergman – 9,26
25 . HIROSHIMA, MEU AMOR | Alain Resnais – 9,24
26 . LARANJA MECÂNICA | Stanley Kubrick – 9,23
27 . A MÃE E A PUTA | Jean Eustache – 9,23
28 . QUANTO MAIS QUENTE MELHOR! | Billy Wilder – 9,22
29 . OS IMPERDOÁVEIS | Clint Eastwood – 9,22
30 . PARAÍSO INFERNAL | Howard Hawks – 9,22
31 . O ILUMINADO | Stanley Kubrick – 9,21
32 . VERDADES E MENTIRAS | Orson Welles – 9,20
33 . TABU | Miguel Gomes – 9,18
34 . A GRANDE ILUSÃO | Jean Renoir – 9,17
35 . OS INCOMPREENDIDOS | François Truffaut – 9,17
36 . OS PÁSSAROS | Alfred Hitchcock – 9,14
37 . EM BUSCA DO OURO | Charlie Chaplin – 9,13
38 . PULP FICTION | Quentin Tarantino – 9,11
39 . SEM SOL | Chris Marker – 9,11
40 . MINHA NOITE COM ELA | Eric Rohmer – 9,08
41 . PAI E FILHA | Yasujiro Ozu – 9,05
42 . FLOR DE EQUINOCIO | Yasujiro Ozu – 9,05
43 . BOM DIA | Yasujiro Ozu – 9,04
44 . EDIFÍCIO MASTER | Eduardo Coutinho – 9,03
45 . O ANO PASSADO EM MARIENBAD | Alain Resnais – 9,03
46 . CASABLANCA | Michael Curtiz – 9,02
47 . PICKPOCKET | Robert Bresson – 9,02
48 . OS GUARDA-CHUVAS DO AMOR | Jacques Demy – 9,01
49 . APOCALIPSE NOW | Francis Ford Coppola – 9,01
50 . AMANTES | James Gray – 9,01

ranking de outubro, 2014


Pelas historias da infância a juventude, parece que a Liga prefere Richard Linklater a Ingmar Bergman… E é assim pela votação de Outubro e um décimo de diferença, BOYHOOD (8,66) acima de FANNY & ALEXANDER (8,65) no Ranking Geral, não o melhor filme de 2014 (ele ainda perde para ERA UMA VEZ EM NOVA YORK com 8,72), nem o melhor filme do diretor (ele também perde para ANTES DA MEIA NOITE, ora só com 8,72!), mas o suficiente para cravar o Ranking de Outubro no topo do pódio, acima da GAROTA EXEMPLAR e RELATOS SELVAGENS.


1 BOYHOOD | Richard Linklater – 8,66




2 GAROTA EXEMPLAR | David Fincher – 8,00



3 RELATOS SELVAGENS | Damian Szifrón – 7,94


4 O HOMEM MAIS PROCURADO | Anton Corbijn – 7,58


5 TIM MAIA | Mauro Lima – 6,40

6 O JUIZ | David Dobkin – 5,91

7 O UIVO DA GAITA | Bruno Safadi – 5,57

8 TRASH | Stephen Daldry – 5,50

9 ANNABELLE | John R. Leonetti – 5,39

generico2 OS BOXTROLLS | Graham Annable & Anthony Stacchi – 7,67


generico2 ÉDEN | Bruno Safadi – 7,90

generico2 ATÉ QUE A SBÓRNIA NOS SEPARE | Otto Guerra & Ennio Torresan – 5,70

generico2 ATTILA MARCEL | Sylvain Chomet – 5,60

generico2 SEM PENA | Eugenio Puppo – 7,00

generico2 O RIO NOS PERTENCE | Ricardo Pretti – 6,25

generico2 FESTA NO CÉU | Jorge R. Gutierrez – 7,50

generico2 O ÚLTIMO CONCERTO | Yaron Zilberman – 6,33

generico2 FÚRIA | Paco Cabezas – 3,33

generico2 DRÁCULA – A HISTÓRIA NUNCA CONTADA | Gary Shore – 3,00

generico2 UM AMOR DE VIZINHA | Rob Reiner – 1,67

generico2 O CANDIDATO HONESTO | Roberto Santucci – 1,00

generico2 LIBERTEM ANGELA DAVIS | Shola Lynch – 7,75

generico2 ALEXANDRE E O DIA TERRÍVEL, HORRÍVEL, ESPANTOSO E HORROROSO | Miguel Arteta – 6,25

generico2 CANTINFLAS | Sebastian Del Amo – 6,25

generico2 LA PLAYA | Juan Andrés Arango – 5,75

MAIS POPULAR 2013triangulo
GAROTA EXEMPLAR
David Fincher – 44 %

MAIS POLEMICO 2013triangulo
O UIVO DA GAITA
Bruno Safadi – +/- 1,9

MAIS AMADO 2013triangulo
BOYHOOD
Richard Linklater – 5 x

MAIS ODIADO 2013triangulo
O CANDIDATO HONESTO
Roberto Santucci – 1 x

AME OU DEIXE 2013triangulo
O UIVO DA GAITA
Bruno Safadi – 8 pts

PIOR FILME 2013triangulo
ANNABELLE
John R. Leonetti – 5,39

1 ERA UMA VEZ EM NOVA YORK | James Gray – 8,71




2 BOYHOOD | Richard Linklater – 8,66



3 O LOBO ATRÁS DA PORTA | Fernando Coimbra – 8,53


4 O LOBO DE WALL STREET | Martin Scorsese – 8,49


5 MAIS UM ANO | Mike Leigh – 8,45

6 CÃES ERRANTES | Tsai Ming-Liang – 8,36

7 CORTINAS FECHADAS | Jafar Panahi e Kambuzia Partovi – 8,35

8 INSIDE LLEWIN DAVIS | Joel & Ethan Coen – 8,23

9 SOB A PELE | Jonathan Glazer – 8,19

10 O MENINO E O MUNDO | Alê Abreu – 8,12


generico O GRANDE HOTEL BUDAPESTE | Wes Anderson – 8,05

generico VIDAS AO VENTO | Hayao Miyazaki – 8,02

generico GAROTA EXEMPLAR | David Fincher – 8,00

generico OS DIAS COM ELE | Maria Clara Escobar – 8,00

generico ELA | Spike Jonze – 7,98

generico COMO TREINAR SEU DRAGÃO 2 | Dean DeBlois – 7,97

generico UMA FAMÍLIA EM TÓQUIO | Yôji Yamada – 7,96

generico RELATOS SELVAGENS | Damian Szifrón – 7,94

generico NEBRASKA | Alexander Payne – 7,93

generico OSLO, 31 DE AGOSTO | Joachim Trier – 7,92

generico O GEBO E A SOMBRA | Manoel de Oliveira – 7,89

generico O PASSADO | Asghar Farhadi – 7,86

generico O CONGRESSO FUTURISTA | Ari Folman – 7,82

generico INSTINTO MATERNO | Calin Peter Netzer – 7,81

generico AMAR, BEBER E CANTAR | Alain Resnais – 7,79

ranking de setembro, 2014


ERA UMA VEZ EM NOVA YORK, BEM-VINDO A NOVA YORK, TUDO ACONTECE EM NOYA YORK… Woody Allen gosta. E se no mês de Setembro faltou “inspiração” para as distribuidoras, sobrou certamente aos cineastas porque o filme de James Gray não só crava o melhor filme de Setembro, como também é o melhor de 2014. De resto, diria mais ao sul do Ranking, RIO, EU TE AMO manda um abraço. Eis o Ranking de Setembro:




1 ERA UMA VEZ EM NOVA YORK | James Gray – 8,71




2 BEM-VINDO A NOVA YORK | Abel Ferrara – 7,75



3 MESMO SE NADA DER CERTO | John Carney – 7,19


4 DE MENOR | Caru Alves de Souza – 6,89


5 MISS VIOLENCE | Alexandro Avranas – 6,80

6 ANJOS DA LEI 2 | Phil Lord & Chris Miller – 6,19

7 SIN CITY 2- A DAMA FATAL | Frank Miller & Robert Rodriguez – 4,68

8 RIO, EU TE AMO | Vários Diretores – 4,06

generico2 MAZE RUNNER – CORRER OU MORRER | Wes Ball – 6,25

generico2 A BELA E A FERA | Christophe Gans – 5,83

generico2 LIVRAI-NOS DO MAL | Scott Derickson – 5,67

generico2 O DOADOR DE MEMÓRIAS | Phillip Noyce – 5,42

generico2 3 DIAS PARA MATAR | McG – 5,17

generico2 HÉRCULES | Brett Ratner – 4,80

generico2 ISOLADOS | Tomas Portella – 4,70

generico2 UM AMOR EM PARIS | Marc Fitoussi – 5,88

generico2 O PROTETOR | Antoine Fuqua – 5,00

generico2 SE EU FICAR | R.J. Cluster – 3,50

generico2 UM MILHÃO DE MANEIRAS DE PEGAR NA PISTOLA | Seth Macfarlane – 3,67

generico2 OS CAVALEIROS DO ZODÍACO – A LENDA DO SANTUÁRIO | Keichi Sato – 3,33

generico2 O PEQUENO FUGITIVO | Morris Engel & Ruth Orkin – 9,25

generico2 A BALADA DO PROVISÓRIO | Felipe David Rodrigues – 8,00

generico2 UM NOVO DUETO | Emmanuel Mouret – 7,75

generico2 UMA NOVA CHANCE PARA AMAR | Arie Posin – 5,50

generico2 SERÁ QUE? | Michael Dowse – 4,50

MAIS POPULAR 2013
triangulo
ERA UMA VEZ EM NOVA YORK
James Gray – 30 %

MAIS POLEMICO 2013
triangulo
SIN CITY 2- A DAMA FATAL
Frank Miller & Robert Rodriguez – +/- 1,9

MAIS AMADO 2013
triangulo
ERA UMA VEZ EM NOVA YORK
James Gray – 4 x

MAIS ODIADO 2013
triangulo
LIVRAI-NOS DO MAL
Scott Derickson – 1 x

AME OU DEIXE 2013
triangulo
MISS VIOLENCE
Alexandro Avranas – 9 pts

PIOR FILME 2013
triangulo
RIO, EU TE AMO
Vários Diretores – 4,06

1 ERA UMA VEZ EM NOVA YORK | James Gray – 8,71




2 O LOBO ATRÁS DA PORTA | Fernando Coimbra – 8,53



3 O LOBO DE WALL STREET | Martin Scorsese – 8,49


4 MAIS UM ANO | Mike Leigh – 8,45


5 CÃES ERRANTES | Tsai Ming-Liang – 8,36

6 CORTINAS FECHADAS | Jafar Panahi e Kambuzia Partovi – 8,35

7 INSIDE LLEWIN DAVIS | Joel & Ethan Coen – 8,23

8 SOB A PELE | Jonathan Glazer – 8,19

9 O MENINO E O MUNDO | Alê Abreu – 8,12

10 O GRANDE HOTEL BUDAPESTE | Wes Anderson – 8,05


generico VIDAS AO VENTO | Hayao Miyazaki – 8,02

generico OS DIAS COM ELE | Maria Clara Escobar – 8,00

generico ELA | Spike Jonze – 7,98

generico COMO TREINAR SEU DRAGÃO 2 | Dean DeBlois – 7,97

generico UMA FAMÍLIA EM TÓQUIO | Yôji Yamada – 7,96

generico NEBRASKA | Alexander Payne – 7,93

generico OSLO, 31 DE AGOSTO | Joachim Trier – 7,92

generico O GEBO E A SOMBRA | Manoel de Oliveira – 7,89

generico O PASSADO | Asghar Farhadi – 7,86

generico O CONGRESSO FUTURISTA | Ari Folman – 7,82

generico INSTINTO MATERNO | Calin Peter Netzer – 7,81

generico AMAR, BEBER E CANTAR | Alain Resnais – 7,79

generico BEM-VINDO A NOVA YORK | Abel Ferrara – 7,75

generico UM EPISÓDIO NA VIDA DE UM CATADOR DE FERRO-VELHO | Danis Tanovic – 7,72

generico AMANTES ETERNOS | Jim Jarmusch – 7,72

ranking de agosto, 2014


MAIS UM ANO… Eis o tempo passando para Mike Leigh, a premissa de outro filme comovente, um título de 2010, lançado apenas agora e que nos surpreende não só pela delicadeza, mas pelo carinho que a Liga tem por esse trabalho, o melhor de Agosto, o terceiro melhor do ano e um dos mais bem avaliados do autor pela Liga, visto SEGREDOS E MENTIRAS (8,18), SIMPLESMENTE FELIZ (7,24) e O SEGREDO DE VERA DRAKE (7,04). Sem mais palavras, eis o Ranking de Agosto:



1 MAIS UM ANO | Mike Leigh – 8,45




2 AMANTES ETERNOS | Jim Jarmusch – 7,72




3 THE ROVER – A CAÇADA | David Michôd – 7,67



4 MAGIA AO LUAR | Woody Allen – 6,91



5 CHEF | Jon Favreau – 6,43


6 METEORA | Spiros Stathoulopoulos – 5,83

7 LUCY | Luc Besson – 5,82

8 O MERCADO DE NOTÍCIAS | Jorge Furtado – 5,81

9 OS MERCENÁRIOS 3 | Patrick Hughes – 5,23

10 SEX TAPE: PERDIDO NA NUVEM | Jake Kasdan – 3,88


generico NÃO PARE NA PISTA | Daniel Augusto – 3,61

generico2 AS TARTARUGAS NINJA | Jonathan Liebesman – 3,75

generico2 A 100 PASSOS DE UM SONHO | Lasse Hallström – 6,20

generico2 NO OLHO DO TORNADO | Steven Quale – 3,70

generico2 TUDO ACONTECE EM NOVA YORK | Lola Bessis & Ruben Amar – 5,88

generico2 VIOLETTE | Martin Provost – 7,50

generico2 A OESTE DO FIM DO MUNDO | Paulo Nascimento – 7,33

generico2 A PEDRA DE PACIÊNCIA | Atiq Rahimi – 6,00

generico2 UM BELO DOMINGO | Nicole Garcia – 5,50

generico2 UMA DOSE VIOLENTA DE QUALQUER COISA | Gustavo Galvão – 4,50

generico2 PARAÍSO | Mariana Chenillo – 7,00

generico2 AMORES INVERSOS | Liza Johnson – 6,50

generico2 VESTIDO PRA CASAR | Gerson Sanginitto – 4,50

generico2 DEUS NÃO ESTÁ MORTO | Harold Cronk – 3,25

generico2 ESTAÇÃO LIBERDADE | Caíto Ortiz – 1,50

MAIS POPULAR 2013
triangulo
AMANTES ETERNOS
Jim Jarmusch – 29 %

MAIS POLEMICO 2013
triangulo
O MERCADO DE NOTÍCIAS
Jorge Furtado – +/- 1,9

MAIS AMADO 2013
triangulo
MAIS UM ANO
Mike Leigh – 3 x

MAIS ODIADO 2013
triangulo
Sem Ocorrências
0 x

AME OU DEIXE 2013
triangulo
LUCY
Luc Besson – 7 pts

PIOR FILME 2013
triangulo
NÃO PARE NA PISTA
Daniel Augusto – 3,61

1 O LOBO ATRÁS DA PORTA | Fernando Coimbra – 8,53




2 O LOBO DE WALL STREET | Martin Scorsese – 8,49



3 MAIS UM ANO | Mike Leigh – 8,45


4 CÃES ERRANTES | Tsai Ming-Liang – 8,36


5 CORTINAS FECHADAS | Jafar Panahi e Kambuzia Partovi – 8,35

6 INSIDE LLEWIN DAVIS | Joel & Ethan Coen – 8,23

7 SOB A PELE | Jonathan Glazer – 8,19

8 O MENINO E O MUNDO | Alê Abreu – 8,12

9 O GRANDE HOTEL BUDAPESTE | Wes Anderson – 8,05

10 VIDAS AO VENTO | Hayao Miyazaki – 8,02

generico OS DIAS COM ELE | Maria Clara Escobar – 8,00

generico2 ELA | Spike Jonze – 7,98

generico2 COMO TREINAR SEU DRAGÃO 2 | Dean DeBlois – 7,97

generico2 UMA FAMÍLIA EM TÓQUIO | Yôji Yamada – 7,96

generico2 NEBRASKA | Alexander Payne – 7,93

generico2 OSLO, 31 DE AGOSTO | Joachim Trier – 7,92

generico2 O GEBO E A SOMBRA | Manoel de Oliveira – 7,89

generico2 O PASSADO | Asghar Farhadi – 7,86

generico2 O CONGRESSO FUTURISTA | Ari Folman – 7,82

generico2 INSTINTO MATERNO | Calin Peter Netzer – 7,81

generico2 AMAR, BEBER E CANTAR | Alain Resnais – 7,79

generico2 UM EPISÓDIO NA VIDA DE UM CATADOR DE FERRO-VELHO | Danis Tanovic – 7,72

generico2 AMANTES ETERNOS | Jim Jarmusch – 7,72

generico2 A IMAGEM QUE FALTA | Rithy Panh – 7,68

generico2 THE ROVER – A CAÇADA | David Michôd – 7,67

ranking de julho, 2014


No topo de Julho, aos picos da distante e imaginária Zubrowka, O GRANDE HOTEL BUDAPESTE crava uma marca histórica para Wes Anderson: O melhor filme do mês, seu melhor filme já avaliado pela Liga, melhor que O FANTÁSTICO SR. RAPOSO (7,93), melhor que MOONRISE KINGDOM (7,55), melhor até que uma VIAGEM A DARJEELING (7,14). Sim, um serviço 4 estrelas melhor que AMAR, BEBER E CANTAR ou o cinema pipoca de macacos e guardiões.


1 O GRANDE HOTEL BUDAPESTE | Wes Anderson – 8,05




2 AMAR, BEBER E CANTAR | Alain Resnais – 7,79



3 PLANETA DOS MACACOS: O CONFRONTO | Matt Reeves – 7,55


4 GUARDIÕES DA GALÁXIA | James Gunn – 7,33


5 O HOMEM DAS MULTIDÕES | Cao Guimarães e Marcelo Gomes – 7,32

6 O MELHOR LANCE | Giuseppe Tornatore – 7,18

7 O ESPELHO | Mike Flanagan – 6,71

8 AMOR FORA DA LEI | David Lowery – 6,68

9 O AMOR É UM CRIME PERFEITO | Arnaud & Jean-Marie Larrieu – 6,43

10 O TEOREMA ZERO | Terry Gilliam – 5,22


generico SEM EVIDÊNCIAS | Atom Egoyan – 4,35

generico TRANSFORMERS: A ERA DA EXTINÇÃO | Michael Bay – 3,46

generico2 MONTY PHYTON E O SENTIDO DA VIDA | Terry Jones – 8,63

generico2 SOBREVIVENTE | Baltasar Kormákur – 6,42

generico2 JUNTOS E MISTURADOS | Frank Coraci – 4,58

generico2 A MONTANHA MATTERHORN | Diederik Ebbinge – 6,60

generico2 NÃO ACEITAMOS DEVOLUÇÕES | Eugenio Derbez – 4,60

generico2 O CÉU É DE VERDADE | Randall Wallace – 4,20

generico2 HERMANO – UMA FÁBULA SOBRE FUTEBOL | Marcel Rasquin – 6,83

generico2 APENAS UMA CHANCE | David Frankel – 5,83

generico2 AVIÕES:HERÓIS DO FOGO AO RESGATE | Roberts Gannaway – 4,67

generico2 A MARCA DO MEDO | John Pogue – 4,33

generico2 CAUSA E EFEITO | André Marouco – 3,00

generico2 VIVA A LIBERDADE | Roberto Andò – 7,00

generico2 HÉLIO OITICICA | Cesar Oiticica Filho – 6,25

generico2 BISTRÔ ROMANTIQUE | Joël Vanhoebrouck – 4,75

MAIS POPULAR 2013triangulo
O GRANDE HOTEL BUDAPESTE
Wes Anderson – 54 %

MAIS POLEMICO 2013triangulo
O TEOREMA ZERO
Terry Gilliam – +/- 1,7

MAIS AMADO 2013triangulo
O GRANDE HOTEL BUDAPESTE
Wes Anderson – 3 x

MAIS ODIADO 2013triangulo
Sem Ocorrências
0 x

AME OU DEIXE 2013triangulo
O TEOREMA ZERO
Terry Gilliam – 8 pts

PIOR FILME 2013triangulo
TRANSFORMERS: A ERA DA EXTINÇÃO
Michael Bay – 3,46

1 O LOBO ATRÁS DA PORTA | Fernando Coimbra – 8,53




2 O LOBO DE WALL STREET | Martin Scorsese – 8,49



3 CÃES ERRANTES | Tsai Ming-Liang – 8,36


4 CORTINAS FECHADAS | Jafar Panahi e Kambuzia Partovi – 8,35


5 INSIDE LLEWIN DAVIS | Joel & Ethan Coen – 8,23

6 SOB A PELE | Jonathan Glazer – 8,19

7 O MENINO E O MUNDO | Alê Abreu – 8,12

8 O GRANDE HOTEL BUDAPESTE | Wes Anderson – 8,05

9 VIDAS AO VENTO | Hayao Miyazaki – 8,02

10 OS DIAS COM ELE | Maria Clara Escobar – 8,00


generico ELA | Spike Jonze – 7,98

generico COMO TREINAR SEU DRAGÃO 2 | Dean DeBlois – 7,97

generico UMA FAMÍLIA EM TÓQUIO | Yôji Yamada – 7,96

generico NEBRASKA | Alexander Payne – 7,93

generico OSLO, 31 DE AGOSTO | Joachim Trier – 7,92

generico O GEBO E A SOMBRA | Manoel de Oliveira – 7,89

generico O PASSADO | Asghar Farhadi – 7,86

generico O CONGRESSO FUTURISTA | Ari Folman – 7,82

generico INSTINTO MATERNO | Calin Peter Netzer – 7,81

generico AMAR, BEBER E CANTAR | Alain Resnais – 7,79

generico UM EPISÓDIO NA VIDA DE UM CATADOR DE FERRO-VELHO | Danis Tanovic – 7,72

generico A IMAGEM QUE FALTA | Rithy Panh – 7,68

generico LUNCHBOX | Ritesh Batra – 7,57

generico ELES VOLTAM | Marcelo Lordello – 7,55

generico PLANETA DOS MACACOS: O CONFRONTO | Matt Reeves – 7,55

ranking de junho, 2014


“O inverno chegou” e não couberam dragões treinados, cães errantes, quartetos musicais ou homens duplicados no Ranking de Junho da Liga dos Blogues Cinematográficos, porque o mês, e o ano, parecem predestinados aos lobos! O LOBO ATRÁS DA PORTA, O LOBO DE WALL STREET, duas feras (cinematográficas) no topo do Ranking. E nessa cadeia alimentar, donde os predadores são os melhores filmes, dos melhores autores, nos resta senão surpreender com um filme nacional no topo. Sim, diriam os Tyrell, “crescemos fortes”.


1 O LOBO ATRÁS DA PORTA | Fernando Coimbra – 8,53




2 COMO TREINAR SEU DRAGÃO 2 | Dean DeBlois – 7,97



3 AVANTI POPOLO | Michael Wahrmann – 7,31


4 JERSEY BOYS | Clint Eastwood – 7,18


5 O HOMEM DUPLICADO | Denis Villeneuve – 7,04

6 VIC+FLO VIRAM UM URSO | Denis Côté – 6,87

7 VIZINHOS | Nicholas Stoller – 6,80

8 QUE ESTRANHO CHAMAR-SE FEDERICO! | Ettore Scola – 6,73

9 O MÉDICO ALEMÃO | Lucía Puenzo – 6,67

10 RIOCORRENTE | Paulo Sacramento – 6,47

generico ANTES DO INVERNO | Philippe Claudel – 6,36

generico A CULPA É DAS ESTRELAS | Josh Boone – 6,34

generico O ENIGMA CHINÊS | Cédric Klapisch – 5,93

generico VERSOS DE UM CRIME | John Krokidas – 5,80

generico UMA JUÍZA SEM JUÍZO | Albert Dupontel – 5,13

generico JOGO DAS DECAPITAÇÕES | Sérgio Bianchi – 4,50

generico OLDBOY – DIAS DE VINGANÇA | Spike Lee – 3,85

generico TRANSCENDENCE – A REVOLUÇÃO | Wally Pfister – 3,47

generico 13° DISTRITO | Camille Delamarre – 2,57

generico2 AMOR SEM FIM | Shana Feste – 2,33

generico2 A FACE DO MAL | Mac Carter – 2,17

generico2 TIM LOPES – HISTÓRIA DE ARCANJO | Guilherme Azevedo – 6,50

generico2 AMAZÔNIA | Thierry Ragobert – 5,90

generico2 UM PLANO BRILHANTE | Joel Hopkins – 3,80

generico2 OS MUPPETS 2 | James Bobin – 6,25

MAIS POPULAR 2013triangulo

O HOMEM DUPLICADO
Denis Villeneuve – 37 %

MAIS POLEMICO 2013triangulo

O HOMEM DUPLICADO
Denis Villeneuve – +/- 1,9

MAIS AMADO 2013triangulo

O LOBO ATRÁS DA PORTA
Fernando Coimbra – 6 x

MAIS ODIADO 2013
triangulo

TRANSCENDENCE – A REVOLUÇÃO
Wally Pfister – 1 x

AME OU DEIXE 2013triangulo

O HOMEM DUPLICADO
Denis Villeneuve – 7 pts

PIOR FILME 2013triangulo

13° DISTRITO
Camille Delamarre – 2,57

1 O LOBO ATRÁS DA PORTA | Fernando Coimbra – 8,53




2 O LOBO DE WALL STREET | Martin Scorsese – 8,49



3 CÃES ERRANTES | Tsai Ming-Liang – 8,36


4 CORTINAS FECHADAS | Jafar Panahi e Kambuzia Partovi – 8,35


5 INSIDE LLEWIN DAVIS | Joel & Ethan Coen – 8,23

6 SOB A PELE | Jonathan Glazer – 8,19

7 O MENINO E O MUNDO | Alê Abreu – 8,12

8 VIDAS AO VENTO | Hayao Miyazaki – 8,02

9 OS DIAS COM ELE | Maria Clara Escobar – 8,00

10 ELA | Spike Jonze – 7,98


generico COMO TREINAR SEU DRAGÃO 2 | Dean DeBlois – 7,97

generico UMA FAMÍLIA EM TÓQUIO | Yôji Yamada – 7,96

generico NEBRASKA | Alexander Payne – 7,93

generico OSLO, 31 DE AGOSTO | Joachim Trier – 7,92

generico O GEBO E A SOMBRA | Manoel de Oliveira – 7,89

generico O PASSADO | Asghar Farhadi – 7,86

generico O CONGRESSO FUTURISTA | Ari Folman – 7,82

generico INSTINTO MATERNO | Calin Peter Netzer – 7,81

generico UM EPISÓDIO NA VIDA DE UM CATADOR DE FERRO-VELHO | Danis Tanovic – 7,72

generico A IMAGEM QUE FALTA | Rithy Panh – 7,68

generico LUNCHBOX | Ritesh Batra – 7,57

generico ELES VOLTAM | Marcelo Lordello – 7,55

generico HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO | Daniel Ribeiro – 7,54

generico FROZEN – UMA AVENTURA CONGELANTE | C.Buck e J.Lee – 7,49

generico 12 ANOS DE ESCRAVIDÃO | Steve McQueen – 7,46



ranking de maio, 2014


O Ranking de Maio consagra SOB A PELE, um autor por si só consagrado em Venezia, donde competiu, e perdeu e agora, no Brasil, se torna o quinto melhor filme do ano e, pela Liga, um titulo que se equivale em média aO LABIRINTO DO FAUNO e O EXTERMINADOR DO FUTURO. Joachim Trier, o segundo do mês, o 12⁰ do ano, no Geral fica entre FALSA LOURA (Carlos Reichenbach) e CÃO SEM DONO (Beto Brant) enquanto Asghar Farhadi, em seu terceiro filme, fica um décimo atrás de TATUAGEM, de Hilton Lacerda. Eis os principais lançamentos de Maio:


1 SOB A PELE | Jonathan Glazer – 8,19




2 OSLO, 31 DE AGOSTO | Joachim Trier – 7,92



3 O PASSADO | Asghar Farhadi – 7,86


4 X-MEN – DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO | Bryan Singer – 7,43


5 NO LIMITE DO AMANHÃ | Doug Liman – 7,00


6 OLHO NU | Joel Pizzini – 6,96

7 PRAIA DO FUTURO | Karim Aïnouz – 6,77

8 GETÚLIO | João Jardim – 6,10

9 HELI | Amat Escalante – 6,03

10 AMANTE A DOMICÍLIO | John Turturro – 6,00

generico A RECOMPENSA | Richard Shepard – 6,00

generico GODZILLA | Gareth Edwards – 5,95

generico O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA 2 | Marc Webb – 5,82

generico EU, MAMÃE E OS MENINOS | Guillaume Gallienne – 5,50

generico MALÉVOLA | Robert Stromberg – 5,50

generico GRAND CENTRAL | Rebecca Zlotowski – 5,33

generico OS HOMENS SÃO DE MARTE… | Marcus Baldini – 5,27

generico O QUE OS HOMENS FALAM | Cesc Gay – 5,25

generico UMA RELAÇÃO DELICADA | Catherine Breillat – 4,86

generico A GRANDE VITÓRIA | Stefano Capuzzi Lapietra – 3,93

generico MULHERES AO ATAQUE | Nick Cassavetes – 3,80

generico2 ENTRE VALES | Philippe Barcinski – 6,40

generico2 FLORBELA | Vicente Alves Ó – 5,00

generico2 OS ANOS FELIZES | Daniele Luchetti – 6,80

generico2 WALESA | Andrzej Wajda – 5,20

MAIS POPULAR 2013triangulo

X-MEN – DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO
Bryan Singer – 51 %

MAIS POLEMICO 2013triangulo

A GRANDE VITÓRIA
Stefano Capuzzi Lapietra – +/- 2,1

MAIS AMADO 2013triangulo

O PASSADO
Asghar Farhadi – 5 x

MAIS ODIADO 2013triangulo

GODZILLA
Gareth Edwards – 1 x

AME OU DEIXE 2013triangulo

GODZILLA
Gareth Edwards – 8,5 pts

PIOR FILME 2013triangulo

MULHERES AO ATAQUE
Nick Cassavetes – 3,8

Carlão 2014: os vencedores

Num ano em que mais de 100 filmes nacionais entram em cartaz no circuito comercial do país, a Liga Dos Blogues Cinematográficos decidiu criar um prêmio para celebrar o cinema brasileiro. O Carlão, batizado em homenagem ao cineasta Carlos Reichenbach, que já integrou os quadros do nosso grupo, homenageia a produção cinematográfica do país em 15 categorias dedicadas aos longa-metragens e uma para os curta-metragens.

A Liga dos Blogues Cinematográficos orgulhosamente apresenta.

Filme

filme

O último ano foi especial para o cinema brasileiro. Em quantidade e em qualidade. Os cinco filmes indicados ao Carlão de melhor filme representam muitos outros lançados ao longo do ano. O Que se Move ousou ao criar uma assinatura musical que deu uma identidade única ao filme. Educação Sentimental mostra um mestre do cinema marginal num de seus momentos mais maduros e sensíveis. Elena não nega a primeira pessoa e encontra nela uma forma de linguagem. Tatuagem traduz uma época de privação com um lirismo solar. E O Som ao Redor busca o novo para ecoar o velho. E, embora esteja ao lado de obras tão únicas, não houve outro filme mais importante em 2013. O filme de Kleber Mendonça Filho discutiu a classe média, os ruídos nossos de cada dia, os fantasmas do colonialismo, a formação do Brasil. Foi parar nas mesas de bar, nas reuniões de condomínio, bancas de jornal, salas de grandes executivos, na imprensa e nos blogues de cinema.

Direção

direção

“Antes de estrear na direção de longas-metragens, Kleber Mendonça Filho já havia demonstrado sensibilidade e inteligência em diversos curtas, seja do gênero horror (Vinil Verde, 2004), seja para falar de amor (Noite de Sexta, Manhã de Sábado, 2006). Esses e outros interessantes curtas podem ser visualizados em O Som ao Redor, que oferece um painel das relações de um grupo de pessoas que moram no mesmo bloco de uma zona nobre de Recife. O amor do diretor pelo cinema de horror e seu apreço pelos cinemas de rua hoje fechados também comparecem nesta obra que se propõe a enfatizar um elemento que seria tratado como puramente técnico: o som.” [Ailton Monteiro, Diário de um Cinéfilo]

Ator

ator

“É consensual: Irandhir Santos é hoje o rosto do atual cinema independente brasileiro. Protagonista em dois dos mais representativos filmes de 2013, O Som ao Redor e Tatuagem, o ator pernambucano consegue ter completo domínio técnico de seu ofício e, simultâneo a isso, uma poesia própria que entrega a todos os personagens vestidos por ele. Como Clécio, no filme de Hilton Lacerda, ele é a práxis e a epifania em um mesmo corpo, o ator gigante interpretando outro ator não menos colossal.” [Carol Almeida, Fora de Quadro]

Atriz

atriz

“O cinema de Aïnouz é daqueles que aproximam sempre a câmera de seus protagonistas, acompanhando-os constantemente ao longo de sua jornada. Em O Abismo Prateado, a tela captura de muito perto a descida ao desespero de uma dona de casa deixada pelo marido. Alessandra Negrini vive de forma intensa e impactante a fragilidade de Violeta, cuja noção de segurança se transforma rapidamente em ruínas dentro de seu próprio mundo. Embora o filme se perca em seu último ato, é a excelente performance emocional da atriz que norteia e acaba validando a produção.” [Leonardo Maran Neiva, Cine Login]

Ator Coadjuvante

ator coadjuvante

“‘Eu sou artista, meu filho. Ator’. Das provocações mais carregadas de tinta a um momento de acerto de contas, de amigo para amigo, de homem para homem, intimista, Paulete pontua Tatuagem com muita personalidade. Quando há graça, ele rouba um sorriso. Quando fala serio, ele se faz compreender. É um ponto de equilíbrio e também de confronto dentro da liberdade do Chão de Estrelas. Paulete quer a liberdade da liberdade, quer tanto não ter limites que quase tropeça. É generosa, se constrói nos detalhes artesanais das linhas de costura, da maquiagem, do cabelo esvoaçante, indomável. Os olhos brilham, choram quando sentem dor, revelando o fio fino das relações. Paulete é um delicioso exagero que o Rodrigo Garcia nos permitiu espiar.” [Egídio La Pasta, Mínimos Óbvios]

Atriz Coadjuvante

atriz coadjuvante

“Maeve Jinkings é ‘A Atriz A Ser Descoberta’ do momento. Em O Som ao Redor ela conjuga muito bem o binômio naturalidade/medo da proposta dramática, transitando entre a coloquialidade diária e o crescente estado de tensão com a qual Kleber Mendonça Filho pinta sua obra e faz de Maeve sua principal arma, ao qual ela responde com o máximo de expressividade e talento.” [Francisco Carbone, CinePlayers]

Elenco

elenco

“O empate entre estas duas pérolas do cinema pernambucano contemporâneo desvela uma diversidade que perpassa extremos: de um lado, a vivacidade, a “greia” pernambucana e os desbundes de um elenco corajoso em se desnudar (literal e metaforicamente) no filme de Hilton Lacerda; de outro, os debates em torno da apatia, languidez e indiferença que metaforizam a ausência de sentido na configuração humana da rua suburbana de Setúbal por Kleber Mendonça Filho.” [Márcio Andrade, Audio Mira Vel Mundo]

Cena do ano

cena do ano

“Embora seja um drama urbano sem referência direta ao sobrenatural, a atmosférica encenação de Um Som ao Redor, com seu decisivo uso do extracampo e do entorno, nos remete a cineastas como Carpenter e Tourneur – e por isso, também ao cinema de horror. Portanto, não é surpresa que a melhor cena do filme venha a ser justamente um pesadelo. Da entrega ao fantástico permitida por este inconsciente fluxo onírico, recebemos a chave para a compreensão de todo processo histórico que fundamenta a sensação de medo constante, perfeitamente simbolizado aqui pela água que se transforma em sangue enquanto o homem banha seu corpo numa cachoeira”. [Daniel Dalpizzolo, Assim Está Escrito]

curta

curta-metragem

“Após colocar em cena os brilhantes Fantasmas do passado conjurados pela arte fantasma do cinema, Novais procurou outras sombras, de outro dispositivo: a projeção que vaza até o cotidiano do diretor, fazendo do teto uma tela. O cotidiano da rua é projetado no cinema do teto, e de maneira análoga, o cinema público projeta a vida privada (recortada pelo cinema) de André. A cena cinematográfica mineira começa a formar seu próprio sotaque de Mumblecore, trocando os Whys pelos Uais.” [Ana Clara Matta, Ovo de Fantasma]

Diretor Revelação

diretor revelação

“Recife, a capital que mais cresceu verticalmente nos últimos anos no Brasil. Este símbolo de “modernidade” espelha o Brasil de relações arcaicas em um filme de cotidiano (e ao mesmo tempo, de terror) sobre a classe-média cercada pela impessoalidade. E somente um residente como Kleber Mendonça Filho poderia usar a cidade como pano de fundo de força simbólica muito grande e que de certa forma encerra o ciclo iniciado nos curtas Eletrodoméstica, de 2005, e Recife Frio, de 2009.” [Pedro Tavares, CinemaORama]

roteiro

roteiro

“A simplicidade aparente no retrato de uma rua que acaba por destrinchar uma cidade, uma classe, um Brasil. O roteiro, enfocando personagens familiares em seu dia-a-dia melancólico, pega de surpresa ao revelá-los para além de alegorias, representações contumazes de figuras de um país que mudou, mas nem tanto. Versando sobre a herança colonial, a insegurança existencial, a sanha securitária individualista, e a feroz inter-relação de tudo isso, O Som ao Redor desenha uma classe média brasileira que parece desconhecer – ou negar que tem – uma nova identidade velha.” [Walter Porto, Escrevendo no Escuro]

Fotografia

fotografia

“A fotografia de O Som ao Redor sustenta o estudo feito pelo filme de como a classe média interage em suas próprias construções urbanas. Os planos ressaltam a imponência intimidante e a claustrofobia dos muros, transformando aquela rua em um país de leis específicas e todos aqueles que vem de fora em estrangeiros”. [Cesar Castanha, Milos Morpha]

Montagem

montagem

“Para além das dificuldades de se construir uma narrativa-painel a partir de muitas pequenas histórias, o grande desafio enfrentado pelos montadores de O Som ao Redor é fazer o espectador entender que esse é um filme que não fala só do presente da classe média recifense, mas que, através dela, lança um olhar macro para a constituição histórica das elites brasileiras, para as continuidades do passado no presente. Nesse sentido, com suas brilhantes inserções inesperadas de imagens “velhas” e de momentos chupados do cinema de horror, o trabalho dos montadores João Maria e Kleber Mendonça Filho (também diretor e roteirista) é irretocável.” [Wallace Andrioli, Crônicas Cinéfilas]

Direção de Arte

direção de arte

“O que Tatuagem traz ao cinema brasileiro é a capacidade de ser tão belamente multifacetado: é divertido sem ser esquecível e reflexivo sem ser pedante. As nuances de personagens como Clécio, Fininha e Paulete formaram o encaixe perfeito com os talentosíssimos Irandhir Santos, Jesuíta Barbosa e Rodrigo Garcia, além de contribuir decisivamente com a identidade de um filme que, passado durante o período da ditadura e focado numa comunidade de artistas, poderia facilmente cair em alguns clichês. Com generosas pitadas de um humor inteligente, Tatuagem garante risadas que o espectador lembra muito tempo depois de ter assistido ao filme.” [Susy Freitas, Cine Set]

Trilha

trilha sonora

“Há um amálgama claro que dá liga a todos outros elementos de Tatuagem: a música, força-motor na construção dos espetáculos do Chão de Estrelas, veículo da alegria e da dor. Helder Aragão, o DJ Dolores, faz aqui seu melhor trabalho no cinema, construindo um verdadeiro score com sua já conhecida habilidade no tratamento de ritmos, ruídos e climas, só que dessa vez com uma inegável unidade. A música se expande do Chão de Estrelas, ecoa nos outros ambientes e convida a todos para a celebração absurda da “Polka do Cu”. Um momento de ousadia rara no cinema brasileiro recente, que justamente por causa dessa mesma raridade nos faz perguntar por que ficamos tão pudicos.” [Milton do Prado, Amor Louco]

Som

som

“Não é de se surpreender que seja tão pensando o som de um filme que valoriza este meio em seu próprio nome. Mas isso não seria garantia de alta qualidade, e o que vemos é que Kleber Mendonça Filho privilegiou os mais variados sons para construir aquele pequeno universo que espelha raízes de uma sociedade em geral. Do andar de um skate, bicicleta, ao sons dos latidos do cão, o som incomodo que assombram as cenas noturnas da milícia Um ar de crepúsculo, que caminha para o inevitável embate de nossa história com sua elite.” [Guilherme Martins, Festim Diabólico]

Carlão 2014: os indicados

Filme

Filme

Educação Sentimental, Julio Bressane
Elena, Petra Costa
O Que se Move, Caetano Gotardo
O Som ao Redor, Kleber Mendonça Filho
Tatuagem, Hilton Lacerda

Direção

Adirley Queirós, A Cidade é uma Só?
Caetano Gotardo, O Que se Move
Hilton Lacerda, Tatuagem
Julio Bressane, Educação Sentimental
Kleber Mendonça Filho, O Som ao Redor

Ator

Edimilson Filho, Cine Holliúdy
Fabrício Boliveira, Faroeste Caboclo
Irandhir Santos, Tatuagem
Jesuíta Barbosa, Tatuagem
Paulo Gustavo, Minha Mãe é uma Peça

Atriz

Alessandra Negrini, O Abismo Prateado
Denise Fraga, Hoje
Glória Pires, Flores Raras
Josie Antello, Educação Sentimental
Miranda Otto, Flores Raras

Cena do Ano

Encontro com a carreata, A Cidade é uma Só?
A mãe na delegacia, O Que se Move
O pesadelo, O Som ao Redor
Polka do Cu, Tatuagem
Reunião de condomínio, O Som ao Redor

Ator Coadjuvante

Irandhir Santos, O Som ao Redor
Rodrigo Garcia, Tatuagem
Uirá dos Reis, Doce Amianto
Wagner Moura, Serra Pelada
W.J. Solha, O Som ao Redor

Atriz Coadjuvante

Andrea Marquee, O Que se Move
Cida Moreira, O Que se Move
Fernanda Vianna, O Que se Move
Laila Zaid, Somos Tão Jovens
Maeve Jinkings, O Som ao Redor

Elenco

Faroeste Caboclo
O Que se Move
Serra Pelada
O Som ao Redor
Tatuagem

Roteiro

A Cidade é uma Só?, Adirley Queirós & Thiago Mendonça
Elena, Petra Costa & Carolina Ziskind
O Que se Move, Caetano Gotardo
O Som ao Redor, Kleber Mendonça Filho
Tatuagem, Hilton Lacerda

Curta-metragem

Em Trânsito, Marcelo Pedroso
Jessy, Paula Lice, Rodrigo Luna & Ronei Jorge
Lição de Esqui, Leonardo Mouramateus, Samuel Brasileiro
Pátio, Aly Muritiba
Pouco Mais de Um Mês, André Novais Oliveira

Diretor Revelação

Adirley Queirós, A Cidade é uma Só?
Caetano Gotardo, O Que se Move
Hilton Lacerda, Tatuagem
Kleber Mendonça Filho, O Som ao Redor
Petra Costa, Elena

Fotografia

Boa Sorte, Meu Amor, Pedro Sotero
Elena, Janice D’Avila, Miguel Vassy & Will Etchebehere
Faroeste Caboclo, Gustavo Hadba
O Som ao Redor, Pedro Sotero & Fabricio Tadeu
Tatuagem, Ivo Lopes Araújo

Montagem

Doméstica, Eduardo Serrano
Elena, Marilia Moraes & Tina Baz
O Que se Move, Juliana Rojas
O Som ao Redor, Kleber Mendonça Filho & João Maria
Tatuagem, Mair Tavares

Direção de Arte & Figurinos

Doce Amianto, Lia Damasceno (direção de arte e figurinos)
Flores Raras, José Joaquim Salles (direção de arte) & Marcelo Pies (figurinos)
Serra Pelada, Tulé Peak (direção de arte) & Bia Salgado (figurinos)
O Som ao Redor, Juliano Dornelles (direção de arte) & Ingrid Mata (figurinos)
Tatuagem, Renata Pinheiro (direção de arte) & Chris Garrido (figurinos)

Trilha Sonora

Elena, Fil Pinheiro
Faroeste Caboclo, Philippe Seabra
O Que se Move, Caetano Gotardo, Marco Dutra & Ramiro Murillo
O Som ao Redor, DJ Dolores
Tatuagem, DJ Dolores

Som

Faroeste Caboclo, Paulo Gama
Uma História de Amor e Fúria, Eduardo Virmond, Alessandro Laroca & Armando Torres Jr.
O Que se Move, André Tadeu, Gabriela Cunha, Daniel Turini & Fernando Henna
O Som ao Redor, Kleber Mendonça Filho & Ricardo Cutz
Tatuagem, Ricardo Cutz, Waldir Xavier & Danilo Carvalho

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