ranking de junho, 2014


“O inverno chegou” e não couberam dragões treinados, cães errantes, quartetos musicais ou homens duplicados no Ranking de Junho da Liga dos Blogues Cinematográficos, porque o mês, e o ano, parecem predestinados aos lobos! O LOBO ATRÁS DA PORTA, O LOBO DE WALL STREET, duas feras (cinematográficas) no topo do Ranking. E nessa cadeia alimentar, donde os predadores são os melhores filmes, dos melhores autores, nos resta senão surpreender com um filme nacional no topo. Sim, diriam os Tyrell, “crescemos fortes”.


1 O LOBO ATRÁS DA PORTA | Fernando Coimbra – 8,53




2 COMO TREINAR SEU DRAGÃO 2 | Dean DeBlois – 7,97



3 AVANTI POPOLO | Michael Wahrmann – 7,31


4 JERSEY BOYS | Clint Eastwood – 7,18


5 O HOMEM DUPLICADO | Denis Villeneuve – 7,04

6 VIC+FLO VIRAM UM URSO | Denis Côté – 6,87

7 VIZINHOS | Nicholas Stoller – 6,80

8 QUE ESTRANHO CHAMAR-SE FEDERICO! | Ettore Scola – 6,73

9 O MÉDICO ALEMÃO | Lucía Puenzo – 6,67

10 RIOCORRENTE | Paulo Sacramento – 6,47

generico ANTES DO INVERNO | Philippe Claudel – 6,36

generico A CULPA É DAS ESTRELAS | Josh Boone – 6,34

generico O ENIGMA CHINÊS | Cédric Klapisch – 5,93

generico VERSOS DE UM CRIME | John Krokidas – 5,80

generico UMA JUÍZA SEM JUÍZO | Albert Dupontel – 5,13

generico JOGO DAS DECAPITAÇÕES | Sérgio Bianchi – 4,50

generico OLDBOY – DIAS DE VINGANÇA | Spike Lee – 3,85

generico TRANSCENDENCE – A REVOLUÇÃO | Wally Pfister – 3,47

generico 13° DISTRITO | Camille Delamarre – 2,57

generico2 AMOR SEM FIM | Shana Feste – 2,33

generico2 A FACE DO MAL | Mac Carter – 2,17

generico2 TIM LOPES – HISTÓRIA DE ARCANJO | Guilherme Azevedo – 6,50

generico2 AMAZÔNIA | Thierry Ragobert – 5,90

generico2 UM PLANO BRILHANTE | Joel Hopkins – 3,80

generico2 OS MUPPETS 2 | James Bobin – 6,25

MAIS POPULAR 2013triangulo

O HOMEM DUPLICADO
Denis Villeneuve – 37 %

MAIS POLEMICO 2013triangulo

O HOMEM DUPLICADO
Denis Villeneuve – +/- 1,9

MAIS AMADO 2013triangulo

O LOBO ATRÁS DA PORTA
Fernando Coimbra – 6 x

MAIS ODIADO 2013
triangulo

TRANSCENDENCE – A REVOLUÇÃO
Wally Pfister – 1 x

AME OU DEIXE 2013triangulo

O HOMEM DUPLICADO
Denis Villeneuve – 7 pts

PIOR FILME 2013triangulo

13° DISTRITO
Camille Delamarre – 2,57

1 O LOBO ATRÁS DA PORTA | Fernando Coimbra – 8,53




2 O LOBO DE WALL STREET | Martin Scorsese – 8,49



3 CÃES ERRANTES | Tsai Ming-Liang – 8,36


4 CORTINAS FECHADAS | Jafar Panahi e Kambuzia Partovi – 8,35


5 INSIDE LLEWIN DAVIS | Joel & Ethan Coen – 8,23

6 SOB A PELE | Jonathan Glazer – 8,19

7 O MENINO E O MUNDO | Alê Abreu – 8,12

8 VIDAS AO VENTO | Hayao Miyazaki – 8,02

9 OS DIAS COM ELE | Maria Clara Escobar – 8,00

10 ELA | Spike Jonze – 7,98


generico COMO TREINAR SEU DRAGÃO 2 | Dean DeBlois – 7,97

generico UMA FAMÍLIA EM TÓQUIO | Yôji Yamada – 7,96

generico NEBRASKA | Alexander Payne – 7,93

generico OSLO, 31 DE AGOSTO | Joachim Trier – 7,92

generico O GEBO E A SOMBRA | Manoel de Oliveira – 7,89

generico O PASSADO | Asghar Farhadi – 7,86

generico O CONGRESSO FUTURISTA | Ari Folman – 7,82

generico INSTINTO MATERNO | Calin Peter Netzer – 7,81

generico UM EPISÓDIO NA VIDA DE UM CATADOR DE FERRO-VELHO | Danis Tanovic – 7,72

generico A IMAGEM QUE FALTA | Rithy Panh – 7,68

generico LUNCHBOX | Ritesh Batra – 7,57

generico ELES VOLTAM | Marcelo Lordello – 7,55

generico HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO | Daniel Ribeiro – 7,54

generico FROZEN – UMA AVENTURA CONGELANTE | C.Buck e J.Lee – 7,49

generico 12 ANOS DE ESCRAVIDÃO | Steve McQueen – 7,46



ranking de maio, 2014


O Ranking de Maio consagra SOB A PELE, um autor por si só consagrado em Venezia, donde competiu, e perdeu e agora, no Brasil, se torna o quinto melhor filme do ano e, pela Liga, um titulo que se equivale em média aO LABIRINTO DO FAUNO e O EXTERMINADOR DO FUTURO. Joachim Trier, o segundo do mês, o 12⁰ do ano, no Geral fica entre FALSA LOURA (Carlos Reichenbach) e CÃO SEM DONO (Beto Brant) enquanto Asghar Farhadi, em seu terceiro filme, fica um décimo atrás de TATUAGEM, de Hilton Lacerda. Eis os principais lançamentos de Maio:


1 SOB A PELE | Jonathan Glazer – 8,19




2 OSLO, 31 DE AGOSTO | Joachim Trier – 7,92



3 O PASSADO | Asghar Farhadi – 7,86


4 X-MEN – DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO | Bryan Singer – 7,43


5 NO LIMITE DO AMANHÃ | Doug Liman – 7,00


6 OLHO NU | Joel Pizzini – 6,96

7 PRAIA DO FUTURO | Karim Aïnouz – 6,77

8 GETÚLIO | João Jardim – 6,10

9 HELI | Amat Escalante – 6,03

10 AMANTE A DOMICÍLIO | John Turturro – 6,00

generico A RECOMPENSA | Richard Shepard – 6,00

generico GODZILLA | Gareth Edwards – 5,95

generico O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA 2 | Marc Webb – 5,82

generico EU, MAMÃE E OS MENINOS | Guillaume Gallienne – 5,50

generico MALÉVOLA | Robert Stromberg – 5,50

generico GRAND CENTRAL | Rebecca Zlotowski – 5,33

generico OS HOMENS SÃO DE MARTE… | Marcus Baldini – 5,27

generico O QUE OS HOMENS FALAM | Cesc Gay – 5,25

generico UMA RELAÇÃO DELICADA | Catherine Breillat – 4,86

generico A GRANDE VITÓRIA | Stefano Capuzzi Lapietra – 3,93

generico MULHERES AO ATAQUE | Nick Cassavetes – 3,80

generico2 ENTRE VALES | Philippe Barcinski – 6,40

generico2 FLORBELA | Vicente Alves Ó – 5,00

generico2 OS ANOS FELIZES | Daniele Luchetti – 6,80

generico2 WALESA | Andrzej Wajda – 5,20

MAIS POPULAR 2013triangulo

X-MEN – DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO
Bryan Singer – 51 %

MAIS POLEMICO 2013triangulo

A GRANDE VITÓRIA
Stefano Capuzzi Lapietra – +/- 2,1

MAIS AMADO 2013triangulo

O PASSADO
Asghar Farhadi – 5 x

MAIS ODIADO 2013triangulo

GODZILLA
Gareth Edwards – 1 x

AME OU DEIXE 2013triangulo

GODZILLA
Gareth Edwards – 8,5 pts

PIOR FILME 2013triangulo

MULHERES AO ATAQUE
Nick Cassavetes – 3,8

Carlão 2014: os vencedores

Num ano em que mais de 100 filmes nacionais entram em cartaz no circuito comercial do país, a Liga Dos Blogues Cinematográficos decidiu criar um prêmio para celebrar o cinema brasileiro. O Carlão, batizado em homenagem ao cineasta Carlos Reichenbach, que já integrou os quadros do nosso grupo, homenageia a produção cinematográfica do país em 15 categorias dedicadas aos longa-metragens e uma para os curta-metragens.

A Liga dos Blogues Cinematográficos orgulhosamente apresenta.

Filme

filme

O último ano foi especial para o cinema brasileiro. Em quantidade e em qualidade. Os cinco filmes indicados ao Carlão de melhor filme representam muitos outros lançados ao longo do ano. O Que se Move ousou ao criar uma assinatura musical que deu uma identidade única ao filme. Educação Sentimental mostra um mestre do cinema marginal num de seus momentos mais maduros e sensíveis. Elena não nega a primeira pessoa e encontra nela uma forma de linguagem. Tatuagem traduz uma época de privação com um lirismo solar. E O Som ao Redor busca o novo para ecoar o velho. E, embora esteja ao lado de obras tão únicas, não houve outro filme mais importante em 2013. O filme de Kleber Mendonça Filho discutiu a classe média, os ruídos nossos de cada dia, os fantasmas do colonialismo, a formação do Brasil. Foi parar nas mesas de bar, nas reuniões de condomínio, bancas de jornal, salas de grandes executivos, na imprensa e nos blogues de cinema.

Direção

direção

“Antes de estrear na direção de longas-metragens, Kleber Mendonça Filho já havia demonstrado sensibilidade e inteligência em diversos curtas, seja do gênero horror (Vinil Verde, 2004), seja para falar de amor (Noite de Sexta, Manhã de Sábado, 2006). Esses e outros interessantes curtas podem ser visualizados em O Som ao Redor, que oferece um painel das relações de um grupo de pessoas que moram no mesmo bloco de uma zona nobre de Recife. O amor do diretor pelo cinema de horror e seu apreço pelos cinemas de rua hoje fechados também comparecem nesta obra que se propõe a enfatizar um elemento que seria tratado como puramente técnico: o som.” [Ailton Monteiro, Diário de um Cinéfilo]

Ator

ator

“É consensual: Irandhir Santos é hoje o rosto do atual cinema independente brasileiro. Protagonista em dois dos mais representativos filmes de 2013, O Som ao Redor e Tatuagem, o ator pernambucano consegue ter completo domínio técnico de seu ofício e, simultâneo a isso, uma poesia própria que entrega a todos os personagens vestidos por ele. Como Clécio, no filme de Hilton Lacerda, ele é a práxis e a epifania em um mesmo corpo, o ator gigante interpretando outro ator não menos colossal.” [Carol Almeida, Fora de Quadro]

Atriz

atriz

“O cinema de Aïnouz é daqueles que aproximam sempre a câmera de seus protagonistas, acompanhando-os constantemente ao longo de sua jornada. Em O Abismo Prateado, a tela captura de muito perto a descida ao desespero de uma dona de casa deixada pelo marido. Alessandra Negrini vive de forma intensa e impactante a fragilidade de Violeta, cuja noção de segurança se transforma rapidamente em ruínas dentro de seu próprio mundo. Embora o filme se perca em seu último ato, é a excelente performance emocional da atriz que norteia e acaba validando a produção.” [Leonardo Maran Neiva, Cine Login]

Ator Coadjuvante

ator coadjuvante

“‘Eu sou artista, meu filho. Ator’. Das provocações mais carregadas de tinta a um momento de acerto de contas, de amigo para amigo, de homem para homem, intimista, Paulete pontua Tatuagem com muita personalidade. Quando há graça, ele rouba um sorriso. Quando fala serio, ele se faz compreender. É um ponto de equilíbrio e também de confronto dentro da liberdade do Chão de Estrelas. Paulete quer a liberdade da liberdade, quer tanto não ter limites que quase tropeça. É generosa, se constrói nos detalhes artesanais das linhas de costura, da maquiagem, do cabelo esvoaçante, indomável. Os olhos brilham, choram quando sentem dor, revelando o fio fino das relações. Paulete é um delicioso exagero que o Rodrigo Garcia nos permitiu espiar.” [Egídio La Pasta, Mínimos Óbvios]

Atriz Coadjuvante

atriz coadjuvante

“Maeve Jinkings é ‘A Atriz A Ser Descoberta’ do momento. Em O Som ao Redor ela conjuga muito bem o binômio naturalidade/medo da proposta dramática, transitando entre a coloquialidade diária e o crescente estado de tensão com a qual Kleber Mendonça Filho pinta sua obra e faz de Maeve sua principal arma, ao qual ela responde com o máximo de expressividade e talento.” [Francisco Carbone, CinePlayers]

Elenco

elenco

“O empate entre estas duas pérolas do cinema pernambucano contemporâneo desvela uma diversidade que perpassa extremos: de um lado, a vivacidade, a “greia” pernambucana e os desbundes de um elenco corajoso em se desnudar (literal e metaforicamente) no filme de Hilton Lacerda; de outro, os debates em torno da apatia, languidez e indiferença que metaforizam a ausência de sentido na configuração humana da rua suburbana de Setúbal por Kleber Mendonça Filho.” [Márcio Andrade, Audio Mira Vel Mundo]

Cena do ano

cena do ano

“Embora seja um drama urbano sem referência direta ao sobrenatural, a atmosférica encenação de Um Som ao Redor, com seu decisivo uso do extracampo e do entorno, nos remete a cineastas como Carpenter e Tourneur – e por isso, também ao cinema de horror. Portanto, não é surpresa que a melhor cena do filme venha a ser justamente um pesadelo. Da entrega ao fantástico permitida por este inconsciente fluxo onírico, recebemos a chave para a compreensão de todo processo histórico que fundamenta a sensação de medo constante, perfeitamente simbolizado aqui pela água que se transforma em sangue enquanto o homem banha seu corpo numa cachoeira”. [Daniel Dalpizzolo, Assim Está Escrito]

curta

curta-metragem

“Após colocar em cena os brilhantes Fantasmas do passado conjurados pela arte fantasma do cinema, Novais procurou outras sombras, de outro dispositivo: a projeção que vaza até o cotidiano do diretor, fazendo do teto uma tela. O cotidiano da rua é projetado no cinema do teto, e de maneira análoga, o cinema público projeta a vida privada (recortada pelo cinema) de André. A cena cinematográfica mineira começa a formar seu próprio sotaque de Mumblecore, trocando os Whys pelos Uais.” [Ana Clara Matta, Ovo de Fantasma]

Diretor Revelação

diretor revelação

“Recife, a capital que mais cresceu verticalmente nos últimos anos no Brasil. Este símbolo de “modernidade” espelha o Brasil de relações arcaicas em um filme de cotidiano (e ao mesmo tempo, de terror) sobre a classe-média cercada pela impessoalidade. E somente um residente como Kleber Mendonça Filho poderia usar a cidade como pano de fundo de força simbólica muito grande e que de certa forma encerra o ciclo iniciado nos curtas Eletrodoméstica, de 2005, e Recife Frio, de 2009.” [Pedro Tavares, CinemaORama]

roteiro

roteiro

“A simplicidade aparente no retrato de uma rua que acaba por destrinchar uma cidade, uma classe, um Brasil. O roteiro, enfocando personagens familiares em seu dia-a-dia melancólico, pega de surpresa ao revelá-los para além de alegorias, representações contumazes de figuras de um país que mudou, mas nem tanto. Versando sobre a herança colonial, a insegurança existencial, a sanha securitária individualista, e a feroz inter-relação de tudo isso, O Som ao Redor desenha uma classe média brasileira que parece desconhecer – ou negar que tem – uma nova identidade velha.” [Walter Porto, Escrevendo no Escuro]

Fotografia

fotografia

“A fotografia de O Som ao Redor sustenta o estudo feito pelo filme de como a classe média interage em suas próprias construções urbanas. Os planos ressaltam a imponência intimidante e a claustrofobia dos muros, transformando aquela rua em um país de leis específicas e todos aqueles que vem de fora em estrangeiros”. [Cesar Castanha, Milos Morpha]

Montagem

montagem

“Para além das dificuldades de se construir uma narrativa-painel a partir de muitas pequenas histórias, o grande desafio enfrentado pelos montadores de O Som ao Redor é fazer o espectador entender que esse é um filme que não fala só do presente da classe média recifense, mas que, através dela, lança um olhar macro para a constituição histórica das elites brasileiras, para as continuidades do passado no presente. Nesse sentido, com suas brilhantes inserções inesperadas de imagens “velhas” e de momentos chupados do cinema de horror, o trabalho dos montadores João Maria e Kleber Mendonça Filho (também diretor e roteirista) é irretocável.” [Wallace Andrioli, Crônicas Cinéfilas]

Direção de Arte

direção de arte

“O que Tatuagem traz ao cinema brasileiro é a capacidade de ser tão belamente multifacetado: é divertido sem ser esquecível e reflexivo sem ser pedante. As nuances de personagens como Clécio, Fininha e Paulete formaram o encaixe perfeito com os talentosíssimos Irandhir Santos, Jesuíta Barbosa e Rodrigo Garcia, além de contribuir decisivamente com a identidade de um filme que, passado durante o período da ditadura e focado numa comunidade de artistas, poderia facilmente cair em alguns clichês. Com generosas pitadas de um humor inteligente, Tatuagem garante risadas que o espectador lembra muito tempo depois de ter assistido ao filme.” [Susy Freitas, Cine Set]

Trilha

trilha sonora

“Há um amálgama claro que dá liga a todos outros elementos de Tatuagem: a música, força-motor na construção dos espetáculos do Chão de Estrelas, veículo da alegria e da dor. Helder Aragão, o DJ Dolores, faz aqui seu melhor trabalho no cinema, construindo um verdadeiro score com sua já conhecida habilidade no tratamento de ritmos, ruídos e climas, só que dessa vez com uma inegável unidade. A música se expande do Chão de Estrelas, ecoa nos outros ambientes e convida a todos para a celebração absurda da “Polka do Cu”. Um momento de ousadia rara no cinema brasileiro recente, que justamente por causa dessa mesma raridade nos faz perguntar por que ficamos tão pudicos.” [Milton do Prado, Amor Louco]

Som

som

“Não é de se surpreender que seja tão pensando o som de um filme que valoriza este meio em seu próprio nome. Mas isso não seria garantia de alta qualidade, e o que vemos é que Kleber Mendonça Filho privilegiou os mais variados sons para construir aquele pequeno universo que espelha raízes de uma sociedade em geral. Do andar de um skate, bicicleta, ao sons dos latidos do cão, o som incomodo que assombram as cenas noturnas da milícia Um ar de crepúsculo, que caminha para o inevitável embate de nossa história com sua elite.” [Guilherme Martins, Festim Diabólico]

Carlão 2014: os indicados

Filme

Filme

Educação Sentimental, Julio Bressane
Elena, Petra Costa
O Que se Move, Caetano Gotardo
O Som ao Redor, Kleber Mendonça Filho
Tatuagem, Hilton Lacerda

Direção

Adirley Queirós, A Cidade é uma Só?
Caetano Gotardo, O Que se Move
Hilton Lacerda, Tatuagem
Julio Bressane, Educação Sentimental
Kleber Mendonça Filho, O Som ao Redor

Ator

Edimilson Filho, Cine Holliúdy
Fabrício Boliveira, Faroeste Caboclo
Irandhir Santos, Tatuagem
Jesuíta Barbosa, Tatuagem
Paulo Gustavo, Minha Mãe é uma Peça

Atriz

Alessandra Negrini, O Abismo Prateado
Denise Fraga, Hoje
Glória Pires, Flores Raras
Josie Antello, Educação Sentimental
Miranda Otto, Flores Raras

Cena do Ano

Encontro com a carreata, A Cidade é uma Só?
A mãe na delegacia, O Que se Move
O pesadelo, O Som ao Redor
Polka do Cu, Tatuagem
Reunião de condomínio, O Som ao Redor

Ator Coadjuvante

Irandhir Santos, O Som ao Redor
Rodrigo Garcia, Tatuagem
Uirá dos Reis, Doce Amianto
Wagner Moura, Serra Pelada
W.J. Solha, O Som ao Redor

Atriz Coadjuvante

Andrea Marquee, O Que se Move
Cida Moreira, O Que se Move
Fernanda Vianna, O Que se Move
Laila Zaid, Somos Tão Jovens
Maeve Jinkings, O Som ao Redor

Elenco

Faroeste Caboclo
O Que se Move
Serra Pelada
O Som ao Redor
Tatuagem

Roteiro

A Cidade é uma Só?, Adirley Queirós & Thiago Mendonça
Elena, Petra Costa & Carolina Ziskind
O Que se Move, Caetano Gotardo
O Som ao Redor, Kleber Mendonça Filho
Tatuagem, Hilton Lacerda

Curta-metragem

Em Trânsito, Marcelo Pedroso
Jessy, Paula Lice, Rodrigo Luna & Ronei Jorge
Lição de Esqui, Leonardo Mouramateus, Samuel Brasileiro
Pátio, Aly Muritiba
Pouco Mais de Um Mês, André Novais Oliveira

Diretor Revelação

Adirley Queirós, A Cidade é uma Só?
Caetano Gotardo, O Que se Move
Hilton Lacerda, Tatuagem
Kleber Mendonça Filho, O Som ao Redor
Petra Costa, Elena

Fotografia

Boa Sorte, Meu Amor, Pedro Sotero
Elena, Janice D’Avila, Miguel Vassy & Will Etchebehere
Faroeste Caboclo, Gustavo Hadba
O Som ao Redor, Pedro Sotero & Fabricio Tadeu
Tatuagem, Ivo Lopes Araújo

Montagem

Doméstica, Eduardo Serrano
Elena, Marilia Moraes & Tina Baz
O Que se Move, Juliana Rojas
O Som ao Redor, Kleber Mendonça Filho & João Maria
Tatuagem, Mair Tavares

Direção de Arte & Figurinos

Doce Amianto, Lia Damasceno (direção de arte e figurinos)
Flores Raras, José Joaquim Salles (direção de arte) & Marcelo Pies (figurinos)
Serra Pelada, Tulé Peak (direção de arte) & Bia Salgado (figurinos)
O Som ao Redor, Juliano Dornelles (direção de arte) & Ingrid Mata (figurinos)
Tatuagem, Renata Pinheiro (direção de arte) & Chris Garrido (figurinos)

Trilha Sonora

Elena, Fil Pinheiro
Faroeste Caboclo, Philippe Seabra
O Que se Move, Caetano Gotardo, Marco Dutra & Ramiro Murillo
O Som ao Redor, DJ Dolores
Tatuagem, DJ Dolores

Som

Faroeste Caboclo, Paulo Gama
Uma História de Amor e Fúria, Eduardo Virmond, Alessandro Laroca & Armando Torres Jr.
O Que se Move, André Tadeu, Gabriela Cunha, Daniel Turini & Fernando Henna
O Som ao Redor, Kleber Mendonça Filho & Ricardo Cutz
Tatuagem, Ricardo Cutz, Waldir Xavier & Danilo Carvalho

Mondo Coutinho

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Curadoria de Filipe Furtado & Chico Fireman
Artes de Rafael Canoba, Organização de Mauricio Ribeiro

Eduardo Coutinho tinha exatos 80 anos quando deixou o Brasil órfão de seu maior documentarista, de um de seus grandes cineastas. Poucos diretores de cinema conseguiram humanizaram tanto seus “personagens” quanto o entrevistador que não parecia entrevistador. Os depoimentos que colhia pareciam frutos das conversas de grandes amigos. Refinou tanto seu talento que, em 2007, resolveu subverter sua própria lógica de cinema e lançou um delicado e poderoso ensaio sobre a representação em JOGO DE CENA. Radicalizou mais ainda em MOSCOU e UM DIA NA VIDA. Eduardo Coutinho estava no auge de seu potencial criativo quando foi protagonista de uma tragédia. Para homenagear alguém que merece como poucos o título de “mestre”, a Liga dos Blogues Cinematográficos resolveu vasculhar toda sua filmografia, além de passear sobre alguns dos filmes mais importantes do gênero de cinema que ele ajudou a sedimentar, o documentário.


Inconscientemente nosso gênio documentarista entregou sua obra última como um afago no povo que sempre admirou, respeitou e, de certa forma, dissecou. Pegando como ponto de partida uma das cenas-chaves do clássico EDIFÍCIO MASTER (a do morador que entoa ‘My Way’ embargado de emoção), Coutinho pediu a seus entrevistados para que soltassem alma, coração e também dessa vez, voz. O povo então abraçou o mestre como nunca tinha feito e, no mais popular de seus trabalhos, cantou para seus males espantar. O mestre mais uma vez estava certo.
Francisco Carbone



Coutinho dizia não fazer filmes políticos, mas que podiam se tornar políticos de outra forma. PEÕES é aparentemente político em todo canto, mas prefere olhar nos olhos de anônimos grevistas sem nunca julgá-los. Chega a um desfecho brilhante, com Geraldo que, após longo silêncio questiona aquele que tem o poder do filme: “O senhor já foi peão?” Há mais política nesta pergunta que em muito cinema exibido por aí.
Fabricio Cordeiro



Coutinho não precisa de muito, com sua fala mansa dá o tom e a liberdade para entrevistados se expressarem e representar a pluralidade desse país. Pessoas simples narrando histórias de violência. Um pequeno retrato da vida cotidiana, da pobreza e migração ao preconceito e sonhos reprimidos por uma percepção concreta das próprias limitações. A proximidade do tráfico, Coutinho tira um raio-x da favela, límpido.
Michel Simões



Quando o símbolo máximo da macroestrutura religiosa aterrissou no Brasil, Eduardo Coutinho fez o que fazia melhor: direcionou o seu olhar para o micro, e com o uso da câmera, direcionou também o nosso. Coutinho mostra que a instituição pouco diz da fé, e acha no sincretismo brasileiro uma riqueza enorme de material, experiências espirituais, relatos. Para acreditar em SANTO FORTE você não precisa, porém, de acreditar em nada além da maravilha que é o ser humano, em todas as suas nuances.
Ana Clara Matta



Um painel do que se exibe nos canais abertos da televisão brasileira. 19 horas de programação picotadas e condensadas em 90 minutos de filme. Com este filme-colagem, Coutinho não só nos mobiliza a pensar quais imagens vemos todos os dias na TV, mas como elas são ressignificadas quando projetadas na sala de cinema. Seria mesmo um filme ou só um “troço”, como o próprio Coutinho definiu? Qual o limite de um filme?
Camila Vieira



“O sertão é do tamanho do mundo”, leu Coutinho numa das páginas de Grande Sertão: Veredas, a caminho da Paraíba, na iminência de começar um novo filme. Sem roteiro, equipe mínima, aberto ao acaso: eis “O Fim e o Princípio”, um filme de aventura no sertão paraibano. Entre encontros inesperados, histórias inventadas e verdades partilhadas, um homem diz: “Só existe o que aconteceu. O que não aconteceu não existe, não.”
Samuel Lobo



BOCA DE LIXO pode ser o que melhor sintetiza o Cinema de Eduardo Coutinho e sua forma de dirigir, onde com muito sucesso fez com que pessoas tão agredidas pela vida pudessem expressar as suas vozes sem serem estereotipadas. Coutinho conseguiu ganhar a confiança dessas pessoas, sendo recompensado por seus relatos por vezes repletos de orgulho, que surpreendem e humanizam elas mesmas e os espectadores.
Marcelo Rennó



Dentro do que é praticamente um gênero dentro da obra de Coutinho, os “filmes de conversa”, EDIFÍCIO MASTER é o mais abrangente deles. Tem nome de prédio, mas você não vê o prédio. Fala sobre a vida em Copacabana, mas Copabacana não aparece. Ele se interessa não no que está do lado de fora, mas nas histórias contidas nos apartamentos, como sugere o plano voyeurístico à la JANELA INDISCRETA: cada vida ali dá um filme.
Renato Silveira



CABRA MARCADO PARA MORRER é uma potente reflexão sobre os anos da ditadura militar. Mas, ao focar sua narrativa nas histórias de camponeses que tiveram suas vidas modificadas pelo golpe de 64, Eduardo Coutinho anuncia seu cinema vindouro, feito de uma inigualável capacidade de ouvir o outro. São essas pequenas histórias contadas ao diretor que, nesse filme, reconstroem a História brasileira recente.
Wallace Guedes



Verdade: No cinema, que se entenda por mímese, verossimilhança; no ato de se contar uma história, ponto de vista. O real, toca quem vive, quem o vivencia. Assim, ciente de que toda verdade é pessoal e nenhuma se sustenta frente a uma câmera ligada, Coutinho – aquele que abraçou o documentário por não afeição ao truque – dá nova dimensão tanto à sua obra, como à vida. E se coloca entre os maiores de sua arte.
Rodrigo Torres


1 . JOGO DE CENA | Eduardo Coutinho – 9,38
2 . CABRA MARCADO PARA MORRER | Eduardo Coutinho – 9,37
3 . EDIFÍCIO MASTER | Eduardo Coutinho – 9,03
4 . BOCA DE LIXO © | Eduardo Coutinho – 8,18
5 . O FIM E O PRINCÍPIO | Eduardo Coutinho – 8,13
6 . UM DIA NA VIDA | Eduardo Coutinho – 8,08
7 . SANTO FORTE | Eduardo Coutinho – 8,06
8 . SANTA MARTA – DUAS SEMANAS NO MORRO © | Eduardo Coutinho – 7,96
9 . PEÕES | Eduardo Coutinho – 7,92
10 . AS CANÇÕES | Eduardo Coutinho – 7,86
11 . O FIO DA MEMÓRIA | Eduardo Coutinho – 7,60
12 . BABILÔNIA 2000 | Eduardo Coutinho – 7,35
13 . MOSCOU | Eduardo Coutinho – 7,33
14 . A FAMÍLIA DE ELIZABETH TEIXEIRA | Eduardo Coutinho – 7,25
15 . O HOMEM QUE COMPROU O MUNDO | Eduardo Coutinho – 7,21
16 . SOBREVIVENTES DE GALILEIA © | Eduardo Coutinho – 6,89
17 . FAUSTÃO | Eduardo Coutinho – 6,17
*** . PORRADA © | Eduardo Coutinho – 6,25
*** . O JOGO DA VIDA © | Eduardo Coutinho – 7,50
*** . ABC DO AMOR | Eduardo Coutinho, Rodolfo Kuhn & Helvio Soto – 6,00
*** . OS ROMEIROS DE PADRE CÍCERO © | Eduardo Coutinho – 6,00
*** . A LEI E A VIDA © | Eduardo Coutinho – SEM NOTA
*** . VOLTA REDONDA, O MEMORIAL DA GREVE © | Eduardo Coutinho – SEM NOTA



Jean Rouch é provavelmente o documentarista mais importante da história do cinema, ao menos sob uma ótica estética-moral. Como compreender o que é um documento, como encena-lo? No melhor de seus filmes, está a evidência. O êxtase da encenação compartilhada, como outrora disse o crítico Felipe Bragança, exigindo do expectador o mesmo posicionamento crítico que de qualquer ficção. EU, UM NEGRO é um filme essencial a qualquer um que pretenda estudar dramaturgia. Onde a fábula e a realidade encontram um mesmo sentido: A moral.
Guilherme Martins



SHOAH fala sobre o horror: O Holocausto. A sua largueza impregna um ritmo doloroso de falas, sem o uso de imagens de arquivo. São as pessoas que falam e constroem as imagens que criamos mentalmente, em um processo rítmico que protege o espaço da palavra. Não é senão através da palavra e do gesto que Lanzmann estabelece um lugar para as coisas: Para a memória, para a liberdade do espectador, para tudo o que nos afeta.
Pedro Henrique Gomes



Em SEM SOL, Chris Marker nos traz um filme-ensaio por excelência. O meio documentário-meio ficção apresenta ao público extremos do que é considerado civilizado e selvagem em diferentes partes do mundo como Japão e Guiné-Bissau. Aproximando esses extremos, ele também apresenta quebras na linearidade do filme, como que remetendo a não linearidade da própria memória que consolida o “moderno” e o “atrasado” e reverberando essas relações no fazer fílmico, também este um recorte que apenas dá a impressão de continuidade. Se logo no início do filme a narração destaca que a grande questão do Século XX foi a coexistência de diferentes conceitos de tempo, Marker parece trabalhar essa coexistência no plano audiovisual, dando ao público um filme que propõe mais perguntas que respostas.
Susy Freitas



Comércio, mentira e legitimidade da arte e crítica em espiral que coloca em primeira instância o próprio filme como principal suspeito. Através do uso da ironia como eixo principal ao suposto desencontro na montagem, Orson Welles faz ode à ilusão que encanta e também emprega gênios e farsantes – dependendo do ponto de vista, é claro.
Pedro Tavares



Lá no final dos anos 1920, o cinema busca sua identidade. O Homem da Câmera pode ser considerado o filme mais marcante desse processo, um dos primeiros e mais felizes experimentos do cinema sobre sua própria linguagem, tendo como alvo de observação a própria vida social. O olho-câmera enxerga o mundo ao redor (nos enxerga?), multiforme e sem rédeas, e assim a poética cinematográfica explode, em potencialidades e luz.
Rafael Carvalho



1 . O HOMEM DA CÂMERA | Dziga Vertov – 9,31
2 . VERDADES E MENTIRAS | Orson Welles – 9,20
3 . SEM SOL | Chris Marker – 9,11
4 . SHOAH | Claude Lanzmann – 8,90
5 . EU, UM NEGRO | Jean Rouch – 8,75
6 . ILHA DAS FLORES © | Jorge Furtado – 8,74
7 . SANTIAGO | João Moreira Salles – 8,65
8 . VIDEOGRAMAS DA REVOLUÇÃO | Harun Farocki & Andrei Ujica – 8,62
9 . SANGUE DAS BESTAS © | Georges Franju – 8,46
10 . HOOP DREAMS | Steve James – 8,38
11 . AS I WAS MOVING AHEAD I OCASIONALLY SAW BRIEF GLIMPSES OF BEAUTY | Jonas Mekas – 8,36
12 . TITICUT FOLLIES | Frederick Wiseman – 8,36
13 . NANOOK DO NORTE | Robert Flaherty – 8,30
14 . PRISIONEIRO DA GRADE DE FERRO | Paulo Sacramento – 8,29
15 . ÔNIBUS 147 | José Padilha & Felipe Lacerda – 8,25
16 . LAS HURDES – TERRA SEM PÃO © | Luis Buñuel – 8,23
17 . DI © | Glauber Rocha – 8,23
18 . PRIMÁRIAS | Robert Drew – 8,09
19 . GARRINCHA, ALEGRIA DO POVO | Joaquim Pedro de Andrade – 8,06
20 . O PAÍS DE SÃO SARUÊ | Vladimir Carvalho – 8,00
21 . NOTÍCIAS DE UMA GUERRA PARTICULAR © | João Moreira Salles – 7,78
22 . JUSTIÇA | Maria Augusta Ramos – 7,68
23 . ARUANDA © | Linduarte Noronha – 7,58
24 . VALSA COM BASHIR | Ari Folman – 7,55
25 . A BATALHA DO CHILE | Patricio Guzman – 7,50
26 . QUARTO 666 © | Win Wenders – 7,45
27 . OS DOCES BÁRBAROS | Jom Tob Azulay – 7,38
28 . SÃO PAULO – SINFONIA DA METRÓPOLE | A.Kemeny & R. Rex Lustig – 7,36
29 . SOCORRO NOBRE © | Walter Salles – 7,28
30 . VIRAMUNDO © | Geraldo Sarno – 7,25
31 . JANGO | Silvio Tendler – 7,17
*** . LINHA DE MONTAGEM | Renato Tapajós – 7,58
*** . IMAGENS DO INCONSCIENTE | Leon Hirszman – 7,92
*** . TERRA ESPANHOLA © | Joris Ivens – 8,38
*** . BURDEN OF DREAMS | Les Blank – 8,63
*** . HORA DE LOS HORNOS | Fernando Solanas – 7,25
*** . 79 PRIMAVERAS © | Santiago Alvarez – 7,75
*** . NO PAIZ DAS AMAZONAS | Joaquim G. de Araújo & Silvino Santos – 8,00


1 . UM CORPO QUE CAI | Alfred Hitchcock – 9,77
2 . A PALAVRA | Carl Theodor Dreyer – 9,72
3 . LUZES DA CIDADE | Charles Chaplin – 9,71
4 . JANELA INDISCRETA | Alfred Hitchcock – 9,66
5 . ERA UMA VEZ EM TÓQUIO | Yasujiro Ozu – 9,63
6 . A TURBA | King Vidor – 9,58
7 . PSICOSE | Alfred Hitchcock – 9,56
8 . CREPÚSCULO DOS DEUSES | Billy Wilder – 9,55
9 . ONDE COMEÇA O INFERNO | Howard Hawks – 9,54
10 . TRÊS HOMENS EM CONFLITO | Sergio Leone – 9,52
11 . O PODEROSO CHEFÃO | Francis Ford Coppola – 9,50
12 . 2001 – UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO | Stanley Kubrick – 9,50
13 . CIDADÃO KANE | Orson Welles – 9,43
14 . O PODEROSO CHEFÃO II | Francis Ford Coppola – 9,43
15 . TAXI DRIVER | Martin Scorsese – 9,40
16 . JOGO DE CENA | Eduardo Coutinho – 9,38
17 . CABRA MARCADO PARA MORRER | Eduardo Coutinho – 9,37
18 . O ESPÍRITO DA COLMÉIA | Víctor Erice – 9,36
19 . O HOMEM DA CÂMERA | Dziga Vertov – 9,31
20 . OURO E MALDIÇÃO | Erich von Stroheim – 9,29
21 . IMPÉRIO DO CRIME | Joseph H. Lewis – 9,29
22 . PERSONA | Ingmar Bergman – 9,26
23 . LARANJA MECÂNICA | Stanley Kubrick – 9,23
24 . QUANTO MAIS QUENTE MELHOR! | Billy Wilder – 9,22
25 . OS IMPERDOÁVEIS | Clint Eastwood – 9,22
26 . PARAÍSO INFERNAL | Howard Hawks – 9,22
27 . O ILUMINADO | Stanley Kubrick – 9,21
28 . VERDADES E MENTIRAS | Orson Welles – 9,20
29 . TABU | Miguel Gomes – 9,18
30 . A GRANDE ILUSÃO | Jean Renoir – 9,17

ranking de abril, 2014

Diante das CORTINAS FECHADAS e da sala escura, apenas dois filmes que – ame ou deixe – são os melhores de 2014: E entre esses homens errantes, LOBOS ou CÃES, a Liga dos Blogues Cinematográficos consagra três autores – Scorsese, Tsai e Panahi – em um mês por excelência sublime em sua historia: Ao todo, o grupo avalia em mais de 10 anos, seu trimilésimo filme. Ok, não é pouco, assim como esse eletrizante pódio do ano.


1 CÃES ERRANTES | Tsai Ming-Liang – 8,36




2 CORTINAS FECHADAS | Jafar Panahi e Kambuzia Partovi – 8,35



3 OS DIAS COM ELE | Maria Clara Escobar – 8,00


4 HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO | Daniel Ribeiro – 7,54


5 CAPITÃO AMÉRICA – O SOLDADO INVERNAL | Anthony & Joe Russo – 7,16

6 PLANETA SOLITÁRIO | Julia Loktev – 6,44

7 7 CAIXAS | Juan Carlos Maneglia – 6,36

8 O GRANDE MESTRE | Wong Kar-wai – 6,10

9 YVES SAINT-LAURENT | Jalil Lespert – 6,06

10 MARINA | Stijin Coninx – 5,94

generico TOQUE DE MESTRE | Eugenio Mira – 5,94

generico NOÉ | Darren Aronofsky – 5,66

generico CONFIA EM MIM | Michel Tikhomiroff – 5,50

generico DIVERGENTE | Neil Burger – 5,38

generico2 COPA DE ELITE | Vitor Brandt – 3,00

generico2 O PALÁCIO FRANCÊS | Bertrand Tavernier – 6,50

generico2 PELO MALO | Mariana Rondón – 7,20

generico2 JULIO SUMIU | Roberto Berliner – 3,25

generico2 PROFISSÃO DE RISCO | David Grovic – 2,50

generico2 PAU BRASIL | Fernando Belens – 7,17

generico2 BELÉM, ZONA DE CONFLITO | Yuval Adler – 7,75

generico2 JACKIE | Antoinette Beumer – 4,00

generico2 INATIVIDADE PARANORMAL 2 | Michael Tiddes – 4,00

MAIS POPULAR 2013triangulo

NOÉ
Darren Aronofsky – 44 %

MAIS POLEMICO 2013triangulo

PLANETA SOLITÁRIO
Julia Loktev – +/- 1,7

MAIS AMADO 2013triangulo

CÃES ERRANTES
Tsai Ming-Liang – 2 x

MAIS ODIADO 2013triangulo

Sem Ocorrências
0 x

AME OU DEIXE 2013triangulo

PLANETA SOLITÁRIO
Julia Loktev – 7 pts

PIOR FILME 2013triangulo
DIVERGENTE
Neil Burger – 5,38



ranking de março, 2014

De um lado, o melhor filme do mês, o melhor filme de Ari Folman, melhor até que VALSA COM BASHIR; Do outro, o melhor filme da Berlinale 2013, a estreia de Calin Peter Netzer e, claro, o surpreendente cinema romeno… E ambos separados por um décimo. Um ínfimo décimo, apurado na última nota, do último membro, o que confirma como foi acirrado e disputado esse mês que ainda consagrou o primeiro filme de Danis Tanovic votado pelo grupo, sim apenas UM EPISÓDIO NA VIDA DE UM CATADOR DE FERRO-VELHO, mas um filme que se equivale à ESSENTIAL KILLING, AS QUATROS VOLTAS, LA JAULA DE ORO e, ok, VOCÊS AINDA NÃO VIRAM NADA! Eis o Ranking de Março:


1 O CONGRESSO FUTURISTA | Ari Folman – 7,82




2 INSTINTO MATERNO | Calin Peter Netzer – 7,81



3 UM EPISÓDIO NA VIDA DE UM CATADOR DE FERRO-VELHO | Danis Tanovic – 7,72


4 ELES VOLTAM | Marcelo Lordello – 7,55


5 ATÉ O FIM | J.C. Chandor – 7,37

6 ENTRE NÓS | Paulo Morelli – 6,83

7 NINFOMANÍACA – PTE.2 | Lars von Trier – 6,69

8 TUDO POR JUSTIÇA | Scott Cooper – 5,88

9 WALT NOS BASTIDORES DE MARY POPPINS | J.Lee Hancock – 5,73

10 ALEMÃO | José Eduardo Belmonte – 5,66

generico O GRANDE HERÓI | Peter Berg – 5,65

generico NEED FOR SPEED | Scott Waugh – 5,00

generico REFÉM DA PAIXÃO | Jason Reitman – 4,85

generico 300 – A ASCENSÃO DO IMPÉRIO | Noam Murro – 4,60

generico RIO 2 | Carlos Saldanha – 4,33

generico2 OS FILHOS DO PADRE | Vinko Bresan – 6,33

generico2 PRENDA-ME | Jean-Paul Lilienfeld – 5,70

generico2 A MÚSICA NUNCA PAROU | Jim Kohlberg – 6,50

generico2 NAMORO OU LIBERDADE? | Tom Gormican – 4,00

generico2 EM BUSCA DE IARA | Flavio Frederico – 5,83

generico2 S.O.S MULHERES AO MAR | Cris D’Amato – 3,83

generico2 MINUTOS ATRÁS | Caio Sóh – 5,50

generico2 CRÔNICA DO FIM DO MUNDO | Maurício Cuervo Rincón – 4,00

generico2 JUSTIN E A ESPADA DA CORAGEM | Manuel Sicilia – 6,00

generico2 TINKERBELL – FADAS E PIRATAS | Peggy Holmes – 5,00

MAIS POPULAR 2013triangulo

NINFOMANÍACA – PTE.2
Lars von Trier – 51 %

MAIS POLEMICO 2013triangulo

REFÉM DA PAIXÃO
Jason Reitman – +/- 1,7

MAIS AMADO 2013triangulo

O CONGRESSO FUTURISTA
Ari Folman – 2 x

MAIS ODIADO 2013triangulo

Sem Ocorrências
0 x

AME OU DEIXE 2013triangulo

REFÉM DA PAIXÃO
Jason Reitman – 7,5 pts

PIOR FILME 2013triangulo

RIO 2
Carlos Saldanha – 4,33



ranking de fevereiro, 2014


Joel & Ethan Coen seguem sua balada e colocam INSIDE LLEWIN DAVIS no topo do Ranking de Fevereiro. Este que é o sexto filme dos irmãos já avaliados pela Liga, dois no TOP100 do Ranking Geral – ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ (Em 80⁰ com 8,73 de média) e BARTON FINK (Em 93⁰ com 8,64) -, além de BRAVURA INDÔMITA (7,76), QUEIME DEPOIS DE LER (7,74) e UM HOMEM SÉRIO (7,25). Em segundo, consagrando um ótimo ano em animações, ficou VIDAS AO VENTO, do mestre Hayao Miyazaki, cujo único outro título já avaliado pelo grupo foi PONYO (8,05). Por fim, Spike Jonze emplaca um terceiro lugar com um dos títulos mais “Ame-ou-deixe” do ano. Mesmo assim, seu ELA supera (e com folga) a marca de ONDE VIVEM OS MONSTROS (7,57) tornando-se o melhor filme deste diretor já avaliado pela Liga. Eis, então, o Ranking de Fevereiro:


1INSIDE LLEWIN DAVIS | Joel & Ethan Coen – 8,23




2VIDAS AO VENTO | Hayao Miyazaki – 8,02



3ELA | Spike Jonze – 7,98


4UMA FAMÍLIA EM TÓQUIO | Yôji Yamada – 7,96


5NEBRASKA | Alexander Payne – 7,93

6A IMAGEM QUE FALTA | Rithy Panh – 7,68

7LUNCHBOX | Ritesh Batra – 7,57

812 ANOS DE ESCRAVIDÃO | Steve McQueen – 7,46

9UMA AVENTURA LEGO | Phil Lord & Christopher Miller – 7,05

10SEM ESCALAS | Jaume Collet-Serra – 6,73

genericoTUDO POR UM FURO | Andy Mckay – 6,68

genericoCLUBE DE COMPRAS DALLAS | Jean-Marc Vallée – 6,67

genericoPHILOMENA | Stephen Frears – 6,41

genericoROBOCOP | José Padilha – 6,11

genericoTRAPAÇA | David O. Russell – 5,70

genericoPOMPEIA | Paul W.S. Anderson – 5,56

genericoA GAIOLA DOURADA | Ruben Alves – 5,41

genericoOPERAÇÃO SOMBRA: JACK RYAN | Kenneth Branagh – 4,35

genericoCAÇADORES DE OBRAS-PRIMAS | George Clooney – 4,21

genericoERA UMA VEZ EM TÓQUIO | Yasujiro Ozu – 9,63

genericoO ILUMINADO | Stanley Kubrick – 9,21

generico2UM CONTO DO DESTINO | Akiva Goldsman – 3,20

generico2AS AVENTURAS DE PEABODY E SHERMAN | Rob Minkoff – 7,38

generico2MEMÓRIAS DE SALINGER | Shane Salerno – 6,67

generico2HERCULES | Renny Harlin – 3,00


RANKINGS ALTERNATIVOS

MAIS POPULAR 2013triangulo

ELA
Spike Jonze – 68%

MAIS POLEMICO 2013triangulo

UMA AVENTURA LEGO
Phil Lord & Christopher Miller – +/- 1,7

MAIS AMADO 2013triangulo

ELA
Spike Jonze – 9x

MAIS ODIADO 2013triangulo

CAÇADORES DE OBRAS-PRIMAS
George Clooney – 1x

AME OU DEIXE 2013triangulo

ELA
Spike Jonze – 10 pts

PIOR FILME 2013triangulo

CAÇADORES DE OBRAS-PRIMAS
George Clooney – 4,21



ranking de janeiro, 2014


Surpreendente ou não, Martin Scorsese abre 2014 com o Melhor filme de Janeiro e, dentre toda a sua filmografia já votada pela Liga, perde apenas para TAXI DRIVER (9,14) com seu O LOBO DE WALL STREET. Sua média superou as notas de A INVENÇÃO DE HUGO CABRET (8,12), OS INFILTRADOS (8,10), ILHA DO MEDO (7,81) e SHINE A LIGHT (7,07) e certamente as notas de O MENINO E O MUNDO, segundo colocado no mês, e de O GEBO E A SOMBRA, quinto filme do mestre Manoel de Oliveira já avaliado pelo grupo e cuja média só supera BELLE TOUJOURS (7,74), ficando atrás de ESPELHO MÁGICO (8,14), O ESTRANHO CASO DE ANGÉLICA (8,00) e SINGULARIDADES DE UMA RAPARIGA LOIRA (7,91). Eis o Ranking de Janeiro:


1O LOBO DE WALL STREET | Martin Scorsese – 8,49




2O MENINO E O MUNDO | Alê Abreu – 8,12



3O GEBO E A SOMBRA | Manoel de Oliveira – 7,89


4FROZEN | Chris Buck e Jennifer Lee – 7,49


5PELOS OLHOS DE MAISIE | Scott McGehee & David Siegel – 7,44


6QUANDO EU ERA VIVO | Marco Dutra – 7,36

7GLORIA | Sebastián Lelio – 7,14

8ALABAMA MONROE | Felix Van Groeningen – 6,90

9FRUITVALE STATION – A ÚLTIMA PARADA | Ryan Coogler – 6,81

10A FITA AZUL | Rebecca Thomas – 6,25

genericoCONFISSÕES DE ADOLESCENTE | Daniel Filho e Cris D’Amato – 6,06

genericoGRAND CENTRAL | Rebecca Zlotowski – 6,00

genericoNINFOMANÍACA – PTE.1 | Lars von Trier – 5,99

generico3x3D | Peter Greenway, Jean-Luc Godard & Edgar Pêra – 5,46

genericoA MENINA QUE ROUBAVA LIVROS | Brian Percival – 5,26

genericoVIRGÍNIA | Francis Ford Coppola – 4,56

genericoAJUSTE DE CONTAS | Peter Segal – 4,50

genericoATIVIDADE PARANORMAL: MARCADOS PELO MAL | C.Landon – 4,31

generico47 RONINS | Carl Rinsch – 3,44

genericoFRANKENSTEIN – ENTRE ANJOS E DEMÔNIOS | Stuart Beattie – 1,86

genericoUM CORPO QUE CAI | Alfred Hitchcock – 9,77

genericoSANGUE RUIM | Leos Carax – 8,50

genericoBOY MEETS GIRL | Leos Carax – 7,62

genericoFOME DE VIVER | Tony Scott – 7,40

generico2JOVEM ALOUCADA | Marialy Rivas – 6,70


RANKINGS ALTERNATIVOS

MAIS POPULAR 2013triangulo

O LOBO DE WALL STREET
Martin Scorsese – 68%

MAIS POLEMICO 2013triangulo

CONFISSÕES DE ADOLESCENTE
Daniel Filho e Cris D’Amato – +/- 1,8

MAIS AMADO 2013triangulo

O LOBO DE WALL STREET
Martin Scorsese – 8x

MAIS ODIADO 2013triangulo

FRANKENSTEIN – ENTRE ANJOS E DEMÔNIOS
Stuart Beattie – 1x

AME OU DEIXE 2013triangulo

NINFOMANÍACA – PTE.1
Lars von Trier – 9 pts

PIOR FILME 2013triangulo

FRANKENSTEIN – ENTRE ANJOS E DEMÔNIOS
Stuart Beattie – 1,86



Novos membros

O processo de seleção durou três semanas e, entre convidados e candidatos, a Liga dos Blogues Cinematográficos ganhou 13 novos integrantes neste ano. Os membros caçulas do nosso grupo são, em ordem alfabética:

Adriano Garrett, do Sempre um Filme
Carol Almeida, do Fora de Quadro
Daniel Kojak, do Arrotos Culturais
Francisco Carbone, do Cineplayers
gomes_dubr, do Cine Eterno
Leonardo Maran Neiva, do Cine Login
Marcelo Seabra, O Pipoqueiro
Marcio Sallem, do Cinema com Crítica
Miguel P., do Nihon Cine Art e do Último Filme no Universo
Rodrigo Torres, do Cineplayers
Susy Freitas, do Cine Set
Vinicius Aranha, do Cinematograficamente
Walter Porto, do Escrevendo no Escuro

A Liga agradece a todos os que se candidataram para o processo de seleção. Que o cinema continue sendo visto e analisado muito mais em 2014!

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